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médica analisando paciente para alta

Menos sedativos e mais horas de sono em pacientes internados

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A equipe do hospital é a principal responsável pela interrupção de sono durante o período de internação hospitalar, segundo uma grande parcela dos pacientes internados. Essas afirmações vem de alguns estudos realizados com estes. Isso contribui para uma falta de descanso e desconforto diurno destes pacientes.

A rotina hospitalar frequentemente interrompe o período de sono dos pacientes internados. A falta de descanso acaba por aumentar a sensação de dor, piora a cicatrização da ferida operatória, podendo levar ao aumento de readmissões e período de internação hospitalar.

Sedativos até promovem o sono, porém aumentam alguns riscos como delirium e queda, principalmente, em pacientes mais idosos. Portanto, uma análise promovida em centros médico-cirúrgicos mostraram a maior eficácia em treinar a equipe com protocolos para menos interrupções durante à noite ao invés do uso indiscriminado de ansiolíticos.

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Os protocolos são direcionados para toda a equipe clínica, incluindo médicos e enfermagem. E propõe noites de 8 horas de sono ininterruptas seguindo os seguintes critérios:

  1. O período de silêncio é definido entre 22 horas e 6 horas, somente sendo realizados procedimentos urgentes durante esse período.
  2. Os sinais vitais devem ser medidos às 6 horas, 14 horas e 22 horas. Salvo em situações especiais.
  3. A equipe médica deve ser orientada a prescrever drogas em horários que evitem acordar os pacientes adequando as doses, quando possível, para 2 a 3 vezes ao dia.
  4. Os diuréticos não devem ser administrados rotineiramente após as 16 horas.
  5. As luzes principais dos corredores devem ser acopladas a timers que automaticamente diminuem sua intensidade a partir das 22 horas.
  6. Orientar a equipe de enfermagem a todos os critérios estipulados a fim de respeitar o período de silêncio.

Unidades que já adotaram tais medidas obtiveram resultados muito satisfatórios. Principalmente na diminuição do uso de sedativos, em torno de 49%. É possível concluir que pequenas modificações de rotina intra-hospitalar são suficientes para reduzir significativamente a insatisfação e uso indiscriminado e efeitos deletérios dessas medicações.

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Referências:

  • Bartick MC, Thai X, Schmidt T, Altaye A, Solet JM.Decrease in as-needed sedative use by limiting nighttime sleep disruptions from hospital staff.J Hosp Med. 2010 Mar;5(3):E20-4.
  • Miller MA, Renn BN, Chu F, Torrence N.Sleepless in the hospital: A systematic review of non-pharmacological sleep interventions.Gen Hosp Psychiatry. 2019 Jul – Aug;59:58-66.
  • Hu RF, Jiang XY, Chen J, Zeng Z, Chen XY, Li Y, Huining X, Evans DJNon-pharmacological interventions for sleep promotion in the intensive care unit.Cochrane Database Syst Rev. 2015 Oct 6;(10):CD008808.

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