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Os melhores avanços em pesquisas nas doenças cardiovasculares e AVC pela AHA em 2021

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O ano de 2021 foi marcado pela pandemia da Covid-19, a atenção da comunidade científica estava voltada para essa doença, entretanto alguns avanços em doenças que afetam o sistema cardiovascular como a obesidade e a doença renal foram notáveis.

Além disso diretrizes evidenciaram melhores maneiras de se tratar hipertensão, insuficiência cardíaca e AVC. O desenvolvimento da medicina de precisão também ganhou destaque na melhora do futuro de pacientes jovens e idosos.

nas doenças cardiovasculares e AVC pela AHA em 202

Um tratamento promissor para obesidade

A obesidade é um problema que atinge cerca de 650 milhões de pessoas no mundo e sua prevalência aumenta a cada dia.

Um novo antidiabético, a semaglutida, administrada semanalmente de forma subcutânea foi a primeira droga desde 2014 a ser aprovada para o tratamento da obesidade crônica pelo FDA.

Estudos populacionais em pacientes obesos, mesmo os que não possuíam diabetes mostraram uma redução do peso corporal de cerca de 8 a 16% enquanto os grupos placebo tinha uma redução discreta ou mesmo ganho de peso.

Leia também: Doenças cardiovasculares: Mortes no primeiro semestre de 2021 aumentam no país

Outra modalidade importante no tratamento da obesidade é a cirurgia bariátrica, enquanto os médicos ainda pesam riscos e benefícios da cirurgia em cardiopatas, um estudo canadense com mais de 2600 pessoas comparou pessoas que não fizeram a cirurgia com os bariátricos, esses tiveram uma redução de 42% de mortalidade e eventos cardiovasculares maiores. Esses achados requerem confirmação de estudos em larga escala, mas já dão indícios de um bom benefício.

Terapias antidiabéticas avançando fronteiras

Os inibidores SGLT2 foram consolidados como drogas antidiabéticas seguras e potentes, mas seu benefício transcendeu os resultados nessa doença. Os estudos SCORED, SOLOIST-WHF e EMPEROR-PRESERVED mostraram os benefícios dessa droga na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida ou preservada, além do benefício na progressão da doença renal

Estudos mostrando medicamentos evitando complicações cardiovasculares em pacientes com diabetes.

Os pacientes com diabetes têm conhecidamente um risco cardiovascular aumentado, poucas drogas antidiabéticas conseguem impactar positivamente nesse risco. Uma delas é a finerenona (um antagonista mineralocorticoide), que além de melhorar os desfechos cardiovasculares ainda foi capaz de reduzir a progressão da doença renal, mesmo em pacientes com doença avançada.

No estudo FIGARO-DKD testou a finerenona reduziu em 13% o risco e morte cardiovascular em relação ao placebo. O resultado foi puxado principalmente pela redução na hospitalização de pacientes com insuficiência cardíaca.

A medicina de precisão pode ajudar a poupar o miocárdio em duas doenças devastadoras

Usando a genética e a medicina de precisão pesquisadores trouxeram esperança para duas doenças mortais, a distrofia muscular de Duchenne e a amiloidose transtirretina.

A amiloidose é uma doença de depósito da doença proteína amiloide que pode levar a insuficiência cardíaca, principalmente de padrão restritivo.

Uma nova terapia gênica, com uma nova e avançada tecnologia de edição genética CRISPR-Cas9 (que, inclusive, venceu o prêmio Nobel) trouxe esperança para a doença em um pequeno estudo publicado no New England Journal of Medicine. Os cientistas visaram o defeito do gene da transtirretina em 6 voluntários com a doença. Quatro semanas após a infusão da terapia, as concentrações da proteína aberrante no sangue dos pacientes caíram em média 52% com uma dose de tratamento mais baixa e 87% com uma dose mais alta.

A distrofia muscular de Duchenne é uma doença com importante limitação muscular e cardíaca, tem caráter genético e afeta predominantemente o sexo masculino. A mesma tecnologia foi utilizada nesses pacientes, na verdade em células tronco de pacientes com a doença e seus irmãos saudáveis. A edição dos genes permitiu que as células musculares de pacientes doentes com a patologia se desenvolvessem da mesma maneira que as dos irmãos saudáveis. Ocorreram resultados positivos em estudos com ratos.

Novidades no tratamento da hipertensão ao alcance de nossas mãos

Um estudo que impactou o tratamento da hipertensão foi um estudo chinês com moradores de zonas rurais que consumiam pouco produto industrializado. O estudo comparou o uso de um sal contendo 25% de cloreto de potássio com o sal comum (apenas com cloreto de sódio). O uso do sal com potássio reduziu em 14% o número de AVC.

Outro grande estudo chinês comparou o tratamento intensivo da pressão arterial (entre 110 e menor que 130 mmHg de PAS) com um controle menos restrito (entre 130 e valores menores que 150 mmHg de PAS). O resultado foi favorável a um controle mais restrito, como sugerem as diretrizes americanas.

Saiba mais: AHA 2020: Ômega 3 é capaz de reduzir risco de doenças cardiovasculares em pacientes de alto risco?

Tempo é cérebro

Os avanços no tratamento do AVC isquêmico vêm mostrando que quanto mais rápido é reestabelecido o fluxo cerebral menores são as consequências da doença. Em um estudo americano, foram testadas unidades móveis de atendimento ao AVC, com equipe altamente capacitada e pronta para infundir o rTPA no menor tempo possível, quando isso não era possível a equipe encaminhava o paciente o mais rápido possível a trombectomia. Os resultados dos desfechos da doença e do retorno as atividades foram melhores nesses pacientes em relação aos pacientes tratados em unidades de emergências usuais.

Outro estudo relacionou AVC à fibrilação atrial, mostrando que quando implantamos dispositivos de detecção de ritmo cardíaco nos pacientes, a FA foi flagrada em até 12% em comparação com 2% que mantiveram os cuidados usuais.

Antiagregação plaquetária

O estudo MASTER-DAPT testou stents farmacológicos bioabsorvíveis em pacientes com alto risco de sangramento e necessidade de dupla antiagregação (DAPT). Esses pacientes utilizaram DAPT por apenas 1 mês com baixa taxa de sangramento sem aumento de eventos cardiovasculares.

Além disso um estudo evidenciou que pacientes que necessitaram de anticoagulação com anticoagulantes orais diretos (DOAC) por FA ou trombose venosa profunda apresentavam uma elevada taxa de uso de aspirina, muitos deles sem uma indicação plausível, aumentando o risco de sangramento.

A polipílula!

A polipílula do inglês “polypill” é uma combinação de sinvastatina, hidroclorotiazida, ramipril e atenolol que associada a aspirina foi capaz de reduzir em 31% do risco cardiovascular em pacientes de risco ao menos intermediário sem doença cardiovascular estabelecida. Uma das grandes vantagens era a adesão terapêutica, que era facilitada por uma tomada ao dia.

Referências bibliográficas:

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