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Osteoartrite de joelho: novos dados do estudo METEOR sobre alterações meniscais

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A presença de alterações meniscais na osteoartrite de joelho é comum em pacientes de meia-idade e idosos. A terapia habitual consiste em analgesia e reabilitação com cinesioterapia, combinando exercícios de fortalecimento e alongamento. Eventualmente, pode ser necessário o uso de viscossuplementação ou infiltrações com corticoide. Nos casos com má resposta às medidas clínicas, o tratamento padrão tem sido a meniscectomia parcial por via artroscópica (MPA).

estetoscópio em cima de prontuário para osteoartrite de joelho

Alterações meniscais na osteoartrite de joelho

No entanto, alguns trials com tempo de seguimento limitado (1-2 anos) avaliaram a eficácia dessa abordagem cirúrgica, com resultados controversos. Apenas um deles demonstrou vantagem da meniscectomia parcial sobre a fisioterapia isolada na análise por intenção de tratar, enquanto que os demais não encontraram diferenças entre os grupos.

Na tentativa de responder a essa questão, o grupo de trabalho responsável pela publicação do MeTeOR (Meniscal Tear in Osteoarthritis Research), artigo publicado em 2013, no New England Journal of Medicine, divulgou seus novos dados de cinco anos de seguimento.

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Metodologia

Trata-se de um estudo longitudinal com follow-up de cinco anos dos participantes do MeTeOR trial.

Critérios de inclusão: 45 anos ou mais de idade + dor em joelho com pelo menos 1 mês de duração. Critérios adicionais incluíram ressonância magnética (RM) com evidência de lesão meniscal + 1 ou mais defeitos da cartilagem na RM ou osteófito/redução do espaço articular na radiografia.

Critérios de exclusão: redução do espaço articular >50% ou Kellgren-Lawrence 4.

Os pacientes foram randomizados na proporção de 1:1 para receber MPA (ressecção da lesão meniscal até atingir bordas estáveis, sem drilling osteocondral) ou programa de fisioterapia com fortalecimento muscular por 12 semanas.

Foram realizados dois tipos de análise: intenção de tratar e as-treated (na qual o paciente é avaliado de acordo com o tratamento recebido, independente do grupo para o qual foi alocado). Na análise as-treated, três grupos foram considerados: aqueles que foram randomizados e de fato receberam MPA; pacientes randomizados para e de fato receberam fisioterapia; e pacientes randomizados para fisioterapia e que receberam MPA. Segundo os autores, apenas dez pacientes que foram alocados para a MPA não receberam tal tratamento e, dessa forma, acharam melhor excluir esse grupo da análise, devido ao pequeno tamanho amostral.

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O desfecho primário analisado foi a escala de dor do Knee Osteoarthritis and Injury Outcome Scale (KOOS), que foi analisada no baseline e nos meses 3 e 6, seguidas de avaliações a cada seis meses, pelo total de 60 meses. Como desfecho secundário, foi avaliada a escala de funcionalidade do Western Ontario and McMaster Universities Osteoarthritis Index. Como desfecho exploratório, os autores avaliaram a taxa de artroplastia total de joelho (ATJ).

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Resultados

O número de pacientes randomizados para cada grupo foi de 174 para MPA e 177 para fisioterapia (N total = 351). Na análise as-treated, 164 pacientes receberam a MPA programada, 109 fisioterapia isolada programada e 68 receberam MPA quando deveriam receber fisioterapia isolada (crossover). Cerca de 80% dos crossovers ocorreram nos primeiros seis meses de estudo, e os resultados estão apresentados no primeiro estudo MeTeOR.

Os dois grupos apresentaram melhora significativa nos escores de dor nos primeiros 24 meses, porém sem diferença significativa entre eles. Entre os meses 24 e 60, ambos apresentaram escores semelhantes entre si e estáveis ao longo do tempo.

Com relação à taxa de ATJ, 25 pacientes (7%) necessitaram de tal procedimento. Quando feita a análise por intenção de tratar, não houve diferença entre os grupos. No entanto, na análise as-treated, o grupo que realizou MPA apresentou um maior número de ATJ do que aqueles que não realizaram (10 vs. 2%).

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Comentários

A melhora importante apresentada no primeiro ano do MeTeOR se manteve ao longo dos 5 anos de seguimento. Esse estudo está em congruência com outros estudos menores que os antecederam.

Esse estudo apresentou várias limitações, como pequena proporção (26%) de pacientes elegíveis para a coorte, grande taxa de crossover do grupo fisioterapia isolada para o grupo MPA, potenciais viéses de seleção, entre outros.

Com base nesses resultados, podemos considerar que, em pacientes com 45 anos ou mais + osteoartrite e lesão meniscal, a fisioterapia isolada deve ser indicada como tratamento inicial. Por conseguinte, a MPA deve ser reservada para casos refratários aos tratamentos clínicos.

Autor:

Referências bibliográficas:

  • Katz JN, et al. Five-Year Outcome of Operative and Nonoperative Management of Meniscal Tear in Persons Older Than Forty-Five Years. Arthritis Rheumatol. 2020 Feb;72(2):273-281. doi: 10.1002/art.41082
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