Pacientes em uso de estatinas podem ter melhor prognóstico na Covid-19? - PEBMED

Pacientes em uso de estatinas podem ter melhor prognóstico na Covid-19?

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A pandemia de Covid-19 trouxe uma grande mobilização dos cientistas e pesquisadores, que iniciaram uma corrida por tratamentos que pudessem ser eficazes. Dentro dessas pesquisas, muitos olharam para medicamentos já existentes, como as estatinas.

Mas, apesar de serem inibidores de proteína de resposta primária de diferenciação mieloide (MYD) 88, o que poderia estabilizar os níveis na presença de estressores externos, em outras infecções por coronavírus se associou um mau prognóstico à desregulação da MYD88. Por outro lado, a estatina, por atuar na expressão da ACE2, teoricamente pode proteger o paciente contra lesões pulmonares induzidas pelo vírus.

São diversas as teorias sobre a atuação desses medicamentos na infecção pelo SARS-CoV-2, por isso, pesquisadores realizaram um estudo, publicado este mês no The American Journal of Cardiology.

Leia também: A flexibilização da ciência, vieses cognitivos e a tomada de decisões na pandemia de Covid-19

Estudo verifica a eficácia do uso de estatinas no tratamento da Covid-19

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Estatinas na Covid-19

Foram incluídos quatro estudos com 8.990 pacientes Covid-19 positivos para uma metanálise. Exceto por um estudo de qualidade moderada (5/9), os outros tinham boa qualidade (pelo menos 7/9).

Entre os resultados, foi possível observar um risco significativamente reduzido de doença grave nos pacientes que tomavam estatinas (HR combinado = 0,70; IC 95% 0,53-0,94) em comparação com aqueles que não faziam uso do medicamento.

Com este resultado, os autores desacreditam que o uso de estatinas traga danos aos pacientes com Covid-19. Pelo contrário, segundo a análise, houve redução de cerca de 30% do risco de doença grave ou morte.

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Conclusões

Apesar de ter um bom número de pessoas, o estudo ainda traz pouca evidência acerca do uso de estatinas nesses pacientes. Não foi avaliado, por exemplo, sobre as doses do medicamento, para entender o quanto poderia ser eficaz.

São necessários mais estudos prospectivos e ensaios clínicos randomizados para confirmar o efeito prognóstico positivo e, quem sabe, avaliar se pode ser uma terapia usada para tratar os pacientes com Covid-19 que não fazem uso desses medicamentos.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referência bibliográfica:

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