Piora de padrão respiratório causado ou exacerbado por bullying: relato de casos 

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Em junho de 2021, um grupo de pesquisadores do departamento de medicina respiratória do Alder Hey Children´s Hospital, em Liverpool, publicou uma carta ao editor na revista Pediatric Pulmonology alertando sobre a ocorrência de dispneia relacionada ao sofrimento de bullying. 

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Os autores divulgaram uma série de 4 casos de crianças e adolescentes que se apresentaram com piora do padrão respiratório aparentemente causada por, ou exacerbada por, ter sofrido episódio de bullying. 

Piora de padrão respiratório causado ou exacerbado por bullying: relato de casos 

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Caso 1

  • Menina caucasiana de 14 anos, praticante de esportes, que passou a não conseguir realizar treinos ou competições, com sentimento de ar preso na garganta e tosse inespecífica. Foi tratada como asma, mas com sintomas além do esperado pelo quadro. Realizados exames complementares, sem alterações ou indícios de broncoespasmo. Referido que sofria bullying de pais das outras crianças do time em que competia. Realizado tratamento com exercícios respiratórios e psicologia, com melhora do quadro. 

Caso 2

  • Menina caucasiana de 10 anos, com quadro de tosse crônica desde os 6 meses de idade, causadas por laringomalácia leve. Referia falta de ar desproporcional ao seu quadro de base, com exames complementares normais. Descreveu sofrer bullying na escola, pois seus colegas não sentavam próximo a ela devido ao seu quadro de tosse crônica. Melhora do quadro após seguimento em clínica fisioterápica. 

Caso 3

  • Menina caucasiana de 13 anos, não apresentava nenhuma doença de base, apesar de história prévia de adenoidectomia por amigdalite de repetição. Indícios de respiração disfuncional, mas sem alterações em exames complementares. Referia que sofria bullying na escola. Não frequentou o acompanhamento com fisioterapia e teve alta do serviço. 

Caso 4

  • Menino afrodescendente de 9 anos, com histórico de asma leve bem controlada. Referia sofrer bullying baseado em questões raciais, e apesar de ter discutido o caso com professores, os sintomas respiratórios se desenvolveram após sua percepção que suas queixas não foram tratadas adequadamente. Sua tolerância aos exercícios e respiração apresentaram melhora após inclusão em programa de atividades específicos para crianças com asma e troca de escola.

Com base nesses casos, os autores sugerem algumas características similares entre os casos, que podem ser utilizadas como forma de triagem para quadros semelhantes. Os pacientes apresentavam intenso desconforto, desproporcional aos seus quadros de base; outros sintomas psicossomáticos, como dor nas articulações ou abdominal; tinham aparência infeliz e de baixa autoestima; postura relaxada ao se sentar, causando restrição pulmonar; intolerância ao exercício de forma diferente de outras crianças, com necessidade de interrupção da atividade sem indícios de estresse fisiológico ou aumento do trabalho respiratório; melhora do quadro após início de tratamento fisioterápico. 

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O relato é original, uma vez que é a primeira descrição dessa situação na literatura. Os autores enfatizam que, ao nos depararmos com crianças com dificuldades respiratórias não explicadas ou desproporcionais aos achados, potenciais gatilhos psicológicos devem ser procurados e manejados adequadamente. 

Autor(a):

Referências bibliográficas: 

  • Sinha IP, et al. Bullying-induced dyspnea in children: A case series. Pediatric pulmonology. 2021 June. doi: 10.1002/ppul.25544.
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