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enfermeira usando tablet para telenfermagem

Telenfermagem: Como podemos utilizar a telessaúde nos cuidados do enfermeiro?

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A telessaúde é um veículo de conexão do conhecimento, que permite atividades de relação com a saúde e que o cuidado, sejam realizados a distância. Nesse contexto da telessaúde, nasce a telenfermagem, que tem avançado no Brasil, principalmente depois da resolução do COFEN nº 634/2020, que autoriza e normatiza a telenfermagem, colocando-a como forma de combate ao novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Telenfermagem

De acordo com Souza-Juniro et al (2017), “a telenfermagem integra a telessaúde e é caracterizada pelo uso de recursos tecnológicos para a realização da prática de enfermagem a distância nas dimensões assistencial, educacional ou de pesquisa”. A telenfermagem utiliza as telecomunicações para o desenvolvimento da prática de enfermagem. A tecnologia é algo que veio para ficar na vida de todos, não sendo diferente para as práticas de trabalho.

Podemos então definir que as atividades ou serviços em relação a enfermagem possuem barreiras que podem ser minimizadas pela tecnologia. Os cuidados prestados pela enfermagem não podem deixar de acontecer pelo simples distanciamento físico. Para efetivação da telenfermagem é necessário a incorporação de tecnologias, como: computadores, telefones, diversas mídias que possibilitam a interação e outros dispositivos.

Os enfermeiros e enfermeiras podem praticar a telessaúde e devem seguir, como em qualquer ação profissional, a legislação e o código de ética. Dessa forma, as competências que o profissional deve possuir para prestar cuidados devem se adequar ao contexto do padrão que garantem práticas seguras, principalmente em confidencialidade e privacidade. Um dos dispositivos mais impostantes para a enfermagem na telenfermagem é a teleconsulta.

Teleconsulta

Os meios eletrônicos utilizados por enfermeiros e enfermeiras na prática da teleconsulta devem respeitar princípios fundamentais do cuidado como a integralidade, as informações resultantes da consulta constituirá os registros do usuário do serviço. Devendo, então, ser consentida por esse usuário e todas as informações serem registradas em prontuário/formulário específico para a teleconsulta.

No registro de enfermagem na tele consulta são obrigatórios:

  • Identificação do profissional e do local de acesso ao serviço de saúde;
  • Termo de consentimento do usuário do serviço de saúde, ou de seu representante legal, podendo ser eletrônico por diversos meios existentes, como e-mail, aplicativos para tal objetivo ou mesmo telefone;
  • Identificação do usuário do serviço de saúde;
  • Registro completo do atendimento com data e horário e outros eventuais acontecimentos ou interrupções;
  • Histórico do usuário do serviço;
  • Observações clínicas do usuário do serviço;
  • Diagnósticos de enfermagem;
  • Plano de Cuidados orientado as necessidades do usuário;
  • Avaliação de enfermagem e encaminhamentos.

Leia também: A Sistematização da Assistência de Enfermagem e a identidade profissional do enfermeiro

O termo de consentimento para a prática deve conter o nome do usuário, informando que está de acordo em realizar a teleconsulta com o enfermeiro, por meio do meio de comunicação existente( descrever o meio de comunicação), e esclarecer que teve todas as informações resultantes da consulta registradas em prontuário. O termo de consentimento faz parte do telemonitoramento como parte inicial do processo, onde esclarece o consentimento do processo de cuidar entre as partes.

Programa Nacional de Telessaúde

O Programa Nacional de Telessaúde, instituído pela a portaria nº35 de 04 de janeiro de 2007, é o percussor da telenfermagem. Ambos possuem o objetivo de desenvolver ações de assistência a saúde e educação permanente. A prática da telenfermagem oferece cuidados a distância, mas também devem se assegurar um contexto adequado para a sua realização, uma vez que é um processo de comunicação terapêutica.

A teleenfermagem está em uma expansão internacional com alto potencial para a promoção da saúde e no auxílio de tratamentos de clientes com doenças agudas e crônicas. Alguns países já utilizam a telenfermagem como serviço incorporado aos seus programas de atendimento a população, por meio de várias canais como a televisão, o telefone por áudio e vídeo, etc.

A telenfermagem não se restringe à teleconsulta, podendo servir para a realização de casos clínicos, para o gerenciamento de pessoal, para a capacitação da equipe, para atendimento da comunidade, podendo ser mais utilizado por enfermeiro ou enfermeira que não está fisicamente presente, mas sua orientação é fundamental para a realização do cuidado. Servindo também, para aproximar o usuário do serviço aos familiares quando impossibilitado de tal proposição.

Vantagens da telenfermagem:

  • Economia de custos;
  • Flexibilidade;
  • Acessibilidade;
  • Conveniência para os usuários;
  • Conforto para os usuários;
  • Melhor acesso a informações.

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Alguns cuidados que devem ser realizados:

  • Segurança no processo de comunicação;
  • Certificar o ambiente e o conforto do local;
  • Orientar as vantagens do processo;
  • Garantir privacidade e confidencialidade;
  • Orientar o usuário a fim eliminar o preconceito tecnológico.

Conclusões

As aplicações da telenfermagem podem ser diversas. A ação pode chegar a casa, clínicas, consultórios, hospitais, clinicas de atenção básica, call centers de enfermagem, unidades móveis etc. Outras atividades também podem ser realizadas, como triagem telefônica, acompanhamento do estado de saúde do usuário, telenfermagem forence, telerreabilitação, saúde telemental, tele-home care, telestroke etc.

Os desafios do futuro da telenfermagem estão em expandir o uso dessa ferramenta e melhorar suas técnicas e usabilidade. É importante que tal estratégia seja incorporada na formação dos profissionais. Questões legais devem ser melhor desenvolvidas.

A prática em tempos de pandemia pode contribuir para solidificação de uma forma de prestar cuidado que possui muitas vantagens e está próximo de se solidificar como uma das principais possibilidades.

Autor:

Referências bibliográficas:

  • Mussi FC, Palmeira CS, Silva RM, Costa ALS. Telenfermagem: contribuições para o cuidado em saúde e a promoção do conforto. Rev. Cient. Sena Aires. 2018; 7(2):76-9.
  • Sasso Dal, M.T.G. Telenfermagem no Brasil: concepções e avanços. J. Health Inform. 2012 Dezembro; 4(Número Especial – SIIENF 2012):II
  • Souza-Junior VD, Mendes IAC, Mazzo A, Santos CA, Andrade EMLR, Godoy S. Manual de telenfermagem para atendimento ao usuário de cateterismo urinário intermitente limpo. Esc Anna Nery 2017;21(4):e20170188

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