Toxina botulínica para bexiga hiperativa: fenazopiridina oral vs lidocaína intravesical na analgesia?

A analgesia da toxina botulínica para bexiga hiperativa é realizada com lidocaína intravesical, mas existem poucos estudos com alternativas.

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A terapêutica da toxina botulínica para bexiga hiperativa já está bem estabelecida e com sua eficácia comprovada. A analgesia normalmente é realizada com lidocaína intravesical, porém existem poucos estudos com analgesias alternativas.

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Em maio de 2022, foi publicado um ensaio controlado randomizado no American Journal of Obstetrics and Gynecology. Com o objetivo de comparar os escores de dor em mulheres submetidas à cirurgia intradetrusora com onabotulinumtoxinA para bexiga hiperativa idiopática, entre mulheres randomizados para fenazopiridina oral pré-procedimento versus lidocaína intravesical.

Toxina botulínica para bexiga hiperativa fenazopiridina oral vs lidocaína intravesical na analgesia

Metodologia

Os pesquisadores selecionaram mulheres adultas não grávidas com bexiga hiperativa idiopática, programadas para injeção no consultório de 100 unidades de onabotulinumtoxinA intradetrusor. Foram randomizados para 200 mg de fenazopiridina oral tomado 1-2 horas antes do procedimento versus instilação intravesical 20 minutos pré-procedimento de 50 mL de lidocaína a 2%. Excluíram as participantes com bexiga neurogênica, e aquelas que receberam injeções de onabotulinumtoxinA intradetrusora nos 12 meses anteriores. O desfecho primário foi a dor medida por uma escala analógica visual de 100 mm. Características demográficas e satisfação geral com o procedimento também foram coletados. Os médicos que realizaram os exames também responderam a perguntas sobre visualização cistoscópica, facilidade de procedimento e percepção de conforto da participante.

111 participantes foram inscritas; dados completos foram obtidos para 100 participantes. 47 participantes foram randomizadas para fenazopiridina e 53 para lidocaína. As características basais não diferiram entre os grupos. 19,6% e 20,8% nos grupos fenazopiridina e lidocaína, respectivamente, já haviam sido submetidas a injeções intradetrusoras de toxina botulínica A. A média de dor pós-procedimento foi de 2,7mm menor no grupo fenazopiridina versus o grupo lidocaína (IC 95%: -11,3 a 10,7) demonstrando não inferioridade. Mais de 90% das participantes em ambos os grupos afirmaram que a dor era tolerável. Um pouco mais de participantes relataram estar “muito satisfeitas” no grupo lidocaína, embora não tenha sido estatisticamente diferente (50,0% vs 40,4%, p = 0,34). Os médicos relataram visualização clara em 89,4% das participantes da fenazopiridina versus 100% no grupo lidocaína (p=0,02). A percepção do médico participante em relação ao conforto da paciente e a facilidade geral do procedimento não foi diferente entre os grupos. A duração de tempo na sala de exames foi significativamente menor na fenazopiridina versus lidocaína (44,4 vs 57,5 ​​minutos, p=0,0003).

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Conclusão

A pesquisa mostrou que a analgesia das mulheres que receberam injeções intradetrusoras de toxina botulínica A para bexiga hiperativa idiopática,  foi equivalente tanto com a fenazopiridina oral e a lidocaína intravesical. A fenazopiridina é bem tolerada pelas participantes, e permite o procedimento ser realizado com facilidade semelhante à lidocaína intravesical, além de estar associada a horários de atendimento mais rápidos.

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# Stewart LE, Siddique M, Jacobs KM, Raker CA, Sung VW, Oral Phenazopyridine vs Intravesical Lidocaine for Bladder OnabotulinumtoxinA Analgesia: A Randomized Controlled Trial (OPIL), American Journal of Obstetrics and Gynecology. 2022. DOI: 10.1016/j.ajog.2022.05.025.