Tratamento oral para o CPNPC é reconhecido pela FDA como terapia inovadora - PEBMED

Tratamento oral para o CPNPC é reconhecido pela FDA como terapia inovadora

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O estudo sobre um novo tratamento para o câncer de pulmão avançado de não pequenas células (CPNPC) apresentado na Conferência Mundial de Câncer de Pulmão (WCLC), realizado virtualmente no início deste ano, recebeu o Breakthrough Therapy Designation, pela Food and Drug Administration (FDA), uma designação de terapia inovadora para um medicamento com evidência clínica preliminar.

Após quatro décadas de pesquisas, este é o primeiro estudo científico que traz evidências clínicas para o tratamento de pacientes com a mutação do gene KRAS.

O estudo também foi submetido para aprovação na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), assim como em outros órgãos regulatórios na Austrália, Reino Unido, Canadá, Estados Unidos e União Europeia.

Leia também: Tratamento inovador para mutação de câncer de pulmão é aprovado no Brasil

Tratamento oral para o CPNPC é reconhecido pela FDA como terapia inovadora

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Resultados do estudo

A pesquisa global, que também foi conduzida no Brasil, demonstrou que mais de 80% dos pacientes conseguiram controlar a doença em fase avançada. O resultado, apresentado pelo médico Bob Li, do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, de Nova York, representa potencial para ser a primeira terapia direcionada para esses pacientes.

O estudo CodeBreaK 100 avaliou o uso da molécula sotorasibe em 124 pacientes com este tipo de neoplasia e com uma mutação específica do gene KRAS, a G12C. Mais de 80% dos pacientes conseguiram controlar a doença, incluindo três respostas completas, e 43 respostas parciais, e a melhor redução mediana do tumor entre todos os participantes (n = 46) foi de 60%.

O estudo clínico de fase 2 demonstrou sobrevida livre de progressão mediana de 6,8 meses em um acompanhamento mediano de mais de um ano em pacientes em estágio avançado da doença. O tempo médio para resposta foi de 1,4 meses, ou seja, a maioria dos pacientes teve redução confirmada logo no primeiro exame de avaliação. A molécula utilizada teve um perfil de risco-benefício favorável, sendo a maioria dos eventos adversos relacionados ao tratamento (TRAEs, na sigla em inglês) leves a moderados (grau 1 ou 2) e nenhum óbito.

“Combater o KRAS é uma busca de 40 anos feita por cientistas e pesquisadores em todo o mundo, e nós, pesquisadores, estamos extremamente satisfeitos que o estudo demonstrou com sucesso uma resposta. A pesquisa clínica demonstrou que temos em mãos a potencial primeira terapia direcionada aprovada para esses pacientes, que até então eram desassistidos pela ciência”, afirmou Luiz Henrique de Lima Araújo, médico oncologista e coordenador de Pesquisa Clínica e Incorporação Tecnológica do Instituto Nacional do Câncer (INCA), do Instituto COI e assessor médico do laboratório Progenética, em entrevista ao Portal de Notícias da PebMed.

Saiba mais: Novas recomendações para rastreio de câncer de pulmão

Os pacientes foram tratados com uma dose de 960 mg de sotorasibe uma vez ao dia por via oral. Antes do estudo, 81% dos pacientes haviam progredido tanto com quimioterapia à base de platina quanto com inibidores PD1 / L1, com o restante progredindo após terem recebido uma dessas terapias.

Mais sobre a doença

O câncer de pulmão avançado de não pequenas células (CPNPC) é responsável por até 85% de todos os cânceres de pulmão, e a maioria dos pacientes (66%) tem doença avançada ou metastática no diagnóstico inicial.

O KRAS é um dos oncogenes mais frequentes nas pessoas e os esforços para desenvolver terapias direcionadas para este tipo de câncer não foram bem-sucedidas até o hoje.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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