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Um nódulo na mama… e tudo começou assim. A simples detecção de uma alteração durante o autoexame pode representar noites sem sono, angústia, preocupação podendo chegar ao pânico mesmo em algumas mulheres. É a famosa “cancerofobia” tanto de mulheres como de seus familiares e pessoas próximas. Por isso, são tão importantes os exames preventivos e, se necessário, os exames diagnósticos em câncer de mama. 

Leia também: Fatores de risco para câncer de mama avançado após 2 anos de mamografia negativa

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Quando suspeitar de câncer de mama?

  1. Qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos.
  2. Nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persistem por mais de um ciclo menstrual.
  3. Nódulo mamário de consistência endurecida e fixa ou que vem aumentando de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade.
  4. Descarga papilar sanguinolenta unilateral.
  5. Lesão eczematosa da pele que não responde a tratamentos tópicos.
  6. Homens com mais de 50 anos com tumoração palpável unilateral.
  7. Presença de linfadenopatia axilar.
  8. Aumento progressivo do tamanho da mama com a presença de sinais de edema, como pele com aspecto de casca de laranja.
  9. Retração na pele da mama.
  10. Mudança no formato do mamilo.

Autoexame. Devo fazer, quando fazer, por que fazer?

  1. Surgido em 1950 nos EUA como forma de tentar diagnóstico precoce, nos anos finais de 1990 ensaios clínicos mostraram que não diminui a mortalidade. Desde então sugere-se que a mulher (e os homens) o realize sempre que estiver confortável, sem ser uma época específica (no banho, ao trocar de roupa, atenção sempre para a saúde das mamas)

Rastreamento. Quando devo fazer?

  1. Para fins de rastreamento, considera-se uma mulher com risco médio para câncer de mama se não tiver histórico pessoal, histórico familiar ou mutação genética conhecida (como BRCA) e não fez radioterapia prévia na região torácica antes dos 30 anos.
  2. As mulheres entre 40 e 44 anos têm a opção de iniciar o rastreamento com uma mamografia anual.
  3. As mulheres entre 45 e 54 anos devem fazer mamografias anualmente.
  4. As mulheres com 55 anos ou mais podem fazer uma mamografia a cada 2 anos ou optar por continuar a fazer as mamografias anuais. O rastreamento deve continuar enquanto a mulher estiver com um bom estado geral de saúde e por pelo menos 10 anos.
  5. Todas as mulheres devem entender o que esperar ao fazer uma mamografia de rastreamento para câncer de mama.
  6. Os exames clínicos de mama não são indicados para o rastreamento do câncer de mama entre mulheres com risco médio de qualquer idade.

Mamografia. Quais os tipos?

  1. Mamografia de rastreamento. A mamografia de rastreamento é feita para procurar sinais de câncer de mama em mulheres assintomáticas. Nessas mamografias são realizadas duas imagens de cada mama de dois ângulos diferentes
  2. Mamografia de diagnóstico. Essas mamografias são realizadas para visualizar a mama de mulheres que estão apresentando sintomas ou tiveram alterações na mamografia de rastreamento. A mamografia de diagnóstico pode incluir imagens extras da mama que não fazem parte da mamografia de rastreamento. Algumas vezes as mamografias de diagnóstico são usadas para rastrear mulheres que foram tratadas contra câncer de mama.

Saiba mais: USG adjuvante para detecção de câncer de mama entre mulheres com densidade mamária variável

Ultrassonografia de mamas. Posso substituir a mamografia?

  1. Não. Ele pode ser complementar porque é útil para analisar algumas alterações mamárias, como as que podem ser sentidas, mas não visualizadas na mamografia ou em mulheres com tecido mamário denso. Também pode ser usado para observar alterações que foram vistas na mamografia. O ultrassom pode ser usado para diferenciar cistos de massas sólidas.

Biópsia de mama. O que é isso? 

É a retirada de uma pequena parte de tecido para análise por um médico patologista do tipo de câncer. Pode ser de alguns tipos na mama:

  • Punção aspirativa por agulha fina (PAAF). Esse procedimento consiste na remoção de uma amostra de células do tecido mamário suspeito para exame. Na PAAF é usada uma agulha mais fina acoplada a uma seringa para aspiração do tecido. O posicionamento da agulha é comumente guiado por ultrassom. A coleta do material é realizada com movimentos de vai e vem da seringa. O procedimento descrito poderá ser repetido diversas vezes, até que se obtenha quantidade suficiente de material, que posteriormente será colocado em lâminas.
  • Biópsia por agulha grossa (Core biopsy). A biópsia de fragmento com agulha ou core biopsy consiste na retirada de fragmentos de tecido, com uma agulha de calibre um pouco mais grosso que da PAAF, acoplada a uma pistola especial. O posicionamento da agulha de biópsia poderá ser guiado por ultrassom, mamografia ou ressonância magnética. O procedimento é realizado com anestesia local e geralmente retiram vários fragmentos de alguns milímetros. Esse é geralmente o tipo de biópsia preferido se houver suspeita de câncer de mama.
  • Biópsia cirúrgica. Em casos raros, é necessária a cirurgia para remover todo ou parte do nódulo para exame. Nesse procedimento o cirurgião remove todo o nódulo ou área anormal, bem como uma área de tecido mamário normal como margem de segurança.
  • Biópsia do linfonodo. Se os linfonodos axilares estão aumentados, eles serão investigados para determinar a disseminação da doença. Mesmo se os linfonodos não se encontrem alterados, os gânglios linfáticos axilares geralmente são estudados para metástases, no momento da cirurgia para retirada do tumor mamário. Isto é realizado com a biópsia do linfonodo sentinela ou dissecção dos linfonodos axilares.

Novos exames

Alguns exames estão em fase de testes para serem somados no arsenal diagnóstico:

  • Imagem molecular da mama. É o exame de imagem de medicina nuclear mais recente para a mama. Esse exame está sendo avaliado como uma forma de acompanhar alterações na mama, como um nódulo ou uma mamografia anormal, ou para determinar a extensão da doença. Também está sendo estudado como um exame que poderá ser usado junto com a mamografia em mulheres com mamas densas. Uma desvantagem potencial desse exame é expor todo o corpo às radiações; portanto, é improvável que seja usado no rastreamento anual.
  • Mamografia por emissão de pósitrons (PEM). É um exame de imagem recém desenvolvido para mama, muito similar ao PET scan. Ele utiliza glicose ligada a uma partícula radioativa para observar a presença de células cancerígenas. Assim como um PET scan, o PEM scan pode ser mais capaz de diagnosticar pequenos grupos de células cancerígenas na mama. Atualmente, está sendo estudado em mulheres com câncer de mama para determinar a extensão da doença. Assim como a imagem molecular da mama, expõe todo o corpo às radiações, por isso é improvável que seja um exame que possa ser indicado anualmente para o rastreamento do câncer de mama.
  • Mamografia com contraste (CEM). Também conhecida como mamografia espectral com contraste, é um exame recente onde um contraste contendo iodo é injetado na veia alguns minutos antes da realização de duas séries de mamografias (usando diferentes níveis de energia). Esse contraste permite identificar áreas anormais nas mamas. Esse exame pode ser usado para se obter uma melhor visão das áreas anormais numa mamografia padrão ou avaliar a extensão do tumor em mulheres recém-diagnosticadas com câncer de mama. Atualmente, os estudos estão comparando-a com a ressonância magnética da mama, bem como possivelmente para uso no rastreamento de mulheres com mamas densas. Se os resultados forem eficazes, esse exame poderá se tornar amplamente usado porque é mais rápido e mais barato que a ressonância magnética.
  • Exames de imagem óptica. Essa técnica não utiliza radiação e não requer compressão mamária. Atualmente, os estudos estão buscando uma combinação de imagens ópticas com outros exames, como ressonância magnética, ultrassom ou mamografia tridimensional para diagnosticar o câncer de mama.
  • Imagem de impedância elétrica. Esse exame varre a mama por condutividade elétrica. Está baseado no princípio de que as células de câncer de mama conduzem eletricidade de forma diferente das células normais. O exame transmite uma corrente elétrica muito pequena através da mama e depois a detecta na pele da mama. Isso é realizado usando pequenos eletrodos que são colocados na pele. Esse exame não usa radiação nem comprime as mamas. Ele pode ser usado para classificar os tumores diagnosticados nas mamografias. Mas, ainda não foram realizados testes clínicos suficientes para usá-lo no rastreamento do câncer de mama.
  • Elastografia. É um exame que pode ser feito como parte de um ultrassom. É baseado na ideia de que o câncer de mama tende a ser mais firme e mais rígido que o tecido mamário circundante. Para esse exame, a mama é ligeiramente comprimida e o ultrassom pode mostrar a firmeza da área suspeita. Esse exame pode ser útil para determinar se a área tem mais probabilidade de ser câncer ou um tumor benigno.

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