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AAP 2021: dexmedetomidina intranasal para sedação de crianças em procedimentos não dolorosos

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A dexmedetomidina (DEX) é um agonista do receptor alfa-2 adrenérgico, muito usado em terapia intensiva para sedação de pacientes. Além dessa indicação, este medicamento pode fornecer sedação para procedimentos indolores em crianças. Esta medicação pode ser administrada pela via intranasal ao invés da via intravenosa. No entanto, há uma variação substancial em como a  dexmedetomidina intranasal é usada e também não está claro quão eficazes são a aplicação nasal para procedimentos diferentes. 

Um estudo apresentado pela Dra. Amber Rogers, do Texas, teve como objetivo descrever os resultados clinicamente relevantes (por exemplo, adequação da sedação, tempo para desfechos, eventos adversos) associados a diferentes administrações de DEX intranasal para diferentes tipos de procedimentos não dolorosos.

AAP 2021: dexmedetomidina intranasal para sedação em crianças submetidas a procedimentos não dolorosos

Métodos

Estudo transversal observacional prospectivo multicêntrico de crianças com idades entre 2 meses e 18 anos recebendo sedação intranasal de dexmedetomidina submetidas a um procedimento não doloroso. A dose de DEX intranasal, o uso de sedativos adjuvantes e a decisão de usar sedativos parenterais foram tomadas pelo médico responsável pelo tratamento. Medidas descritivas do paciente e características de sedação e eventos adversos foram relatados. O tempo para o início da sedação, o início do procedimento, a conclusão do procedimento e a prontidão para alta foram coletados. A Pediatric Sedation State Scale (PSSS) foi usada para avaliar a adequação da sedação. Um modelo de regressão multivariável foi usado para avaliar as associações entre as características do paciente e de sedação e sedações mal sucedidas.

Resultados

Foram inscritos 578 pacientes de 7 locais. A idade média foi de 3 anos, 217 (37,5%) eram do sexo feminino. Os procedimentos realizados incluíram 314 testes de resposta auditiva do tronco encefálico, 132 exames de ressonância magnética, 89 ecocardiogramas, 34 eletroencefalogramas e 9 exames de tomografia computadorizada. A duração média do procedimento foi de 45 minutos. A dose total média de DEX intranasal foi de 3,3 mcg/kg/dose, 230 (39,8%) receberam um sedativo adjunto (82 receberam midazolam nasal e 136 midazolam oral). Os tempos médios desde a administração do DEX nasal até o início da sedação, início do procedimento e prontidão para alta foram 33, 35 e 115 minutos, respectivamente. Havia 432 (74,7%) pacientes com escores de PSSS de 2 ou 3 para ≥ 90% do procedimento. Não houve pacientes que tiveram um evento adverso cardiovascular que necessitasse de intervenção. Nenhum paciente necessitou de assistência de anestesia de emergência ou intubação de emergência. Houve 48 (8,3%) sedações mal sucedidas. A administração de DEX intranasal sem um sedativo adjunto foi associada à falha na sedação (OR 5,9, IC 95%).

Conclusão

A dexmedetomidina intranasal, com ou sem sedativos adjuvantes, foi eficaz na sedação adequada para uma grande proporção de crianças submetidas a procedimentos indolores, embora sedações sem sedativos adjuvantes tenham sido associadas a sedações malsucedidas. 

Nota final

Mais estudos são necessários para avaliar a eficácia isolada da dexmedetomidina intranasal na sedação de pacientes pediátricos. 

Estamos acompanhando o congresso da AAP 2021. Fique ligado no Portal PEBMED!

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