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médico orientando homem sobre câncer de próstata

Câncer de próstata: pesquisa revela fragilidades em diagnóstico e tratamento

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Mesmo com as constantes aprovações de medicamentos e técnicas cirúrgicas, a realidade do câncer de próstata no país não tem avançando nos últimos anos, segundo aponta a primeira fase de uma pesquisa realizada pelo Instituto Vencer o Câncer (IVOC), em parceria com a Bayer.

Após análise de indicadores e estimativas, a primeira fase do estudo evidencia fragilidades no diagnóstico e no tratamento da doença no Brasil, como a falta de equipamentos de radioterapia e o uso excessivo de certas medicações.

“Vemos também cada vez mais pacientes chegando com o tumor avançado, especialmente na rede pública”, observa o oncologista Fernando Maluf, um dos líderes do trabalho, além de diretor associado do Centro Oncológico da Beneficência Portuguesa de São Paulo, membro do Comitê Gestor do Centro de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein e fundador do Instituto Vencer o Câncer.

Cenário do câncer de próstata no Brasil

Realizada entre novembro de 2019 e julho de 2020, a primeira fase da investigação teve como objetivo obter subsídios para analisar o atual cenário do câncer de próstata no Brasil, contextualizado a nível global e nacional, destacando o município de São Paulo, através de dados primários e secundários, com relação à linha de cuidado do paciente com câncer de próstata usuário do sistema público de saúde.

“Com a leitura integrada sobre o cenário do câncer de próstata realizado no primeiro momento do projeto, conseguimos levantar diversos pontos importantes a serem trabalhados, tanto relacionados às políticas públicas como em relação à conscientização sobre o câncer de próstata, assim como questões relacionadas às campanhas de prevenção já existentes”, conta Fernando Maluf, em entrevista ao Portal PEBMED.

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Como frear o avanço da doença

De acordo com Fernando Maluf, um dos principais tratamentos do câncer de próstata é o chamado active surveillance, que é a vigilância ativa. “Isso ocorre quando não há características do tumor que vão criar a necessidade de um tratamento imediato. São tumores pequenos, de baixa agressividade. Nestes pacientes, com o seguimento adequado, não só existe a possibilidade de não tratar imediatamente o câncer, como há a chance de nunca precisar tratar estes indivíduos”, explica o oncologista.

O tratamento local funciona potencialmente em três vertentes: a cirurgia, que vem ganhando espaço cada vez mais com a técnica da robótica; a radioterapia, que se desenvolve com técnicas como a radioterapia de intensidade modulada (IMRT) e a radioterapia guiada por imagem (IGRT), e ainda técnicas mais novas como o ultrassom focalizado de alta intensidade (HIFU), que erradica o tumor com um superaquecimento pela via retal.

“Na doença mais avançada, temos avanços com novas drogas hormonais, que acopladas com a castração oferecem resultados melhores do que a castração isoladamente, drogas quimioterápicas mais antigas e mais novas, além da introdução dos radiofármacos, que são medicamentos radioativos, que atacam o tumor de forma bastante eficaz”, complementa o especialista.

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Para o fundador do Instituto Vencer o Câncer, essa pesquisa é importante porque consegue mapear as deficiências do sistema público brasileiro, o perfil do homem brasileiro e dos tratamentos executados. Permite ainda planejar políticas públicas cada vez mais adequadas e direcionadas para toda a população.

A segunda fase do projeto já está em andamento, com o compartilhamento das informações organizadas na leitura integrada sobre o câncer de próstata, com instituições que atuam com esse público, além da aproximação com o Instituto Nacional do Câncer (INCA) para a apresentação do posicionamento do IVOC sobre o Novembro Azul para o início de um trabalho em conjunto.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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