Leia mais:
Leia mais:
Whitebook: cardiopatia na Diabetes Mellitus
Médicos austríacos realizam primeiro transplante de pulmão em paciente com Covid-19 da Europa
Software pode reduzir tempo no transporte de órgãos para transplante
Transplante de rim com doador HVC positivo é possível?
Transplante renal: critérios, indicações e o panorama brasileiro

Cardiomiopatia cirrótica prediz aparecimento de doença cardiovascular após transplante hepático

Sua avaliação é fundamental para que a gente continue melhorando o Portal Pebmed

Quer acessar esse e outros conteúdos na íntegra?

Cadastrar Grátis

Faça seu login ou cadastre-se gratuitamente para ter acesso ilimitado a todos os artigos, casos clínicos e ferramentas do Portal PEBMED

O Portal PEBMED é destinado para médicos e profissionais de saúde. Nossos conteúdos informam panoramas recentes da medicina.

Caso tenha interesse em divulgar seu currículo na internet, se conectar com pacientes e aumentar seus diferenciais, crie um perfil gratuito no AgendarConsulta, o site parceiro da PEBMED.

A cardiomiopatia cirrótica é uma manifestação extra-hepática da cirrose ainda muito subdiagnosticada na prática clínica. Recentemente, foram revisados os critérios diagnósticos com intuito de contemplar os avanços tecnológicos da ecocardiografia. No presente estudo, Izzy e colaboradores avaliaram a prevalência da cardiomiopatia cirrótica e seus impactos na doença cardiovascular pós-transplante hepático. 

Leia também: Qual o impacto da cirrose hepática após realização de angioplastia coronariana?

Cardiomiopatia cirrótica prediz aparecimento de doença cardiovascular após transplante hepático

Métodos

Trata-se de um estudo de coorte retrospectiva unicêntrico, o qual incluiu pacientes submetidos a transplante hepático entre janeiro de 2008 e novembro de 2017. Pacientes com cirrose descompensada foram subdivididos em três diferentes coortes de acordo com a etiologia da hepatopatia (esteatohepatite não alcoólica, doença hepática relacionada ao álcool e outras etiologias), pareados por idade (±5 anos), sexo e ano de transplante (±5 anos). Foram excluídos pacientes listados em fila de transplante sem evidência de descompensação hepática, como no caso de hepatocarcinoma, e aqueles com dados ecocardiográficos insuficientes. Optou-se por fracionar os pacientes em três coortes devido a possibilidade de associação da doença de base com desfechos cardiovasculares. A cardiomiopatia cirrótica foi definida como presença de disfunção diastólica, fração de ejeção do ventrículo esquerdo ≤ 50%, e/ou valor absoluto do strain longitudinal global < 18%. Avaliou-se o desfecho doença cardiovascular no pós-transplante hepático, definida por desenvolvimento de insuficiência cardíaca congestiva, doença arterial coronariana sintomática, arritmia atrial ou ventricular e/ou acidente vascular encefálico.

Resultados

O estudo incluiu 141 pacientes, 58,2% homens. A idade média ao transplante foi de 57,8 (±7,6) anos. A prevalência de cardiomiopatia cirrótica foi de 34,8%. Dos 49 pacientes, 47 apresentavam disfunção diastólica e 2 sistólica.  Enquanto 46,9% dos pacientes com NASH e 32,7% dos indivíduos com doença alcoólica preencheram os critérios de cardiomiopatia cirrótica, a prevalência dentre os pacientes com cirrose por outras etiologias foi  de 20,4%. O tempo médio de seguimento foi de 4,5 (±2,8) anos. Pacientes com cardiomiopatia cirrótica apresentaram risco aumentado de desenvolvimento de nova doença cardiovascular após o transplante (HR, 2,57; IC95%, 1,2-5,5; P = 0,016). Esse risco foi maior após os primeiros 90 dias de transplante (HR, 2.89; 95% CI, 1.02-8.2; P = 0,045). Além disso, a sobrevida livre de doença cardiovascular em 5 anos foi maior dentre os pacientes sem cardiomiopatia cirrótica  (85,2% versus 60,7%). Não houve impacto da cardiomiopatia cirrótica na mortalidade por todas as causas (P = 0,9). A etiologia da doença hepática não influenciou os desfechos cardiovasculares pós-transplante. 

Saiba mais: 10 dicas para manejo de pacientes que receberam transplante de fígado

Conclusão

A cardiomiopatia cirrótica, definida pelos critérios do Cirrhotic Cardiomyopathy Consortium, afeta cerca de um terço dos candidatos a transplante hepático com cirrose descompensada e é preditora do aparecimento de nova doença cardiovascular após o transplante.

Autor(a):

Referências bibliográficas:

  • Izzy M, Soldatova A, Sun X, Angirekula M, Mara K, Lin G, Watt KD. Cirrhotic cardiomyopathy predicts posttransplant cardiovascular disease: revelations of the new diagnostic criteria. Liver Transpl. 2021; 27(6):876-886. doi: 10.1002/lt.26000.
Cadastre-se ou faça login para acessar esse e outros conteúdos na íntegra
Cadastrar Fazer login
Veja mais beneficios de ser usuário do Portal PEBMED: Veja mais beneficios de ser usuário
do Portal PEBMED:
7 dias grátis com o Whitebook Aplicativo feito para você, médico, desenhado para trazer segurança e objetividade à sua decisão clínica.
Acesso gratuito ao Nursebook Acesse informações fundamentais para o seu dia a dia como anamnese, semiologia.
Acesso gratuito Fórum Espaço destinado à troca de experiências e comentários construtivos a respeito de temas relacionados à Medicina e à Saúde.
Acesso ilimitado Tenha acesso a noticias, estudos, atualizacoes e mais conteúdos escritos e revisados por especialistas
Teste seus conhecimentos Responda nossos quizes e estude de forma simples e divertida
Conteúdos personalizados Receba por email estudos, atualizações, novas condutas e outros conteúdos segmentados por especialidades

O Portal PEBMED é destinado para médicos e profissionais de saúde. Nossos conteúdos informam panoramas recentes da medicina.

Caso tenha interesse em divulgar seu currículo na internet, se conectar com pacientes e aumentar seus diferenciais, crie um perfil gratuito no AgendarConsulta, o site parceiro da PEBMED.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Entrar | Cadastrar