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CBMI 2018

CBMI 2018: ABRAMEDE palestra sobre prevenção de eventos no politrauma

Tempo de leitura: 2 minutos.

A Associação Brasileira de Medicina de Emergência (ABRAMEDE) foi convidada para participar de uma das mesas no Congresso Brasileiro de Terapia Intensiva deste ano (CBMI 2018). A ideia era integrar tópicos em comum entre emergência e terapia intensiva. O palestrante Bruno Douglas Dantas falou sobre prevenção de eventos adversos no politrauma, caminhando desde o pré-hospitalar até o CTI.

A mortalidade por causas externas representa 30% das internações em CTI, sendo a terceira causa de morte no Brasil. No contexto do trauma, há uma distribuição trimodal da mortalidade:

  1. Primeiro pico de morte (imediata), que ocorre segundos ate minutos após o acidente;
  2. Segundo pico de morte (precoce), que ocorre minutos a algumas horas após o acidente;
  3. Terceiro pico de morte (tardias), que ocorre dias ou semanas após o trauma.

No primeiro pico, precisamos focar em prevenção, pois as causas de morte são bastante graves e as condutas, infelizmente, têm pouco impacto na mortalidade. Nos picos subsequentes, temos intervenções importantes nos ambientes de emergência e terapia intensiva.

Leia mais: 3 pilares do atendimento pré-hospitalar às vítimas de trauma [ABRAMEDE 2018]

A seguir, vamos destacar os pontos de intervenção que foram ressaltados na palestra em cada ambiente.

1) Pré-hospitalar

  • Neste ambiente, é importante focar em manter a perviedade das vias aéreas. A obstrução de via aérea é importante causa de morte evitável. O médico precisa estabelecer a via aérea definitiva precocemente, reconhecendo o doente com potencial gravidade. Neste contexto, foi ressaltada a importância da videolaringoscopia/intubação assistida por drogas
  • Outro ponto essencial é o controle de sangramento e choque. Deve-se realizar a ressuscitação volêmica guiada por metas (em caso de PAS < 90). Atenção: só hidratar quem de fato necessitar, sempre guiado por metas pressóricas. Volume mal indicado pode aumentar mortalidade. Que tipo de solução utilizar? Não há evidencias de superioridade entre soro fisiológico ou ringer lactato. Uma novidade, a orientação agora é manter apenas um acesso periférico, não há mais a necessidade de ter dois acessos calibrosos. Além disso, foi ressaltada a importância do ácido tranexâmico no controle de hemorragias tem mostrado boas respostas. O ácido tranexâmico deve ser realizado em ate 3h após o trauma.
  • Ressaltou-se também a necessidade de realizar um transporte efetivo, minimizando o tempo em cena.

2) Departamento de emergência

  • Neste ambiente, será dada continuidade ao que foi feito no pré-hospitalar. Será realizado controle de sangramento e choque (considerando transfusão maciça e tromboelastograma). A nova edição do ATLS já ressaltou a importância do tromboelastograma.
  • Além disso, foi discutida a importância da cirurgia de controle de danos.

3) UTI

  • Enfim, chegamos na UTI, onde os mecanismos de trauma devem ser revistos. É importante fazer avaliação primária e secundária, focar na ressuscitação de fluidos e avaliar necessidade de transfusão. As principais causas de admissão na UTI, secundárias a politrauma, são TCE, sepse e tromboembolismo. O palestrante termina falando para não esquecermos da tríade letal (coagulopatia + acidose + hipotermia).

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Autor:

Dayanna de Oliveira Quintanilha

Médica no Hospital Naval Marcílio Dias ⦁ Residência em Clínica Médica na UFF ⦁ Graduação em Medicina pela UFF ⦁ Contato: dayquintan@hotmail.com

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