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CBMI 2018

CBMI 2018: o que há de novo sobre resistência bacteriana?

Tempo de leitura: 2 minutos.

Muito tem-se discutido sobre a crescente resistência de bactérias às principais classes de antimicrobianos existentes. Pesquisadores estão em busca de uma maneira eficaz de vencer essa barreira e combater doenças causadas pela bactérias. Esse é um dos temas da palestra desta quinta, 29 de novembro, ministrada pela infectologista e professora da UNIFESP Ana Gales no Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva (CBMI 2018).

Leia mais: Infecções que matam rapidamente: quais são e como combatê-las [ABRAMEDE 2018]

De acordo com dados da OMS, a resistência bacteriana conjuntamente ao aquecimento global representa um risco a saúde humana na Terra. Ao se estimar o impacto de morres atribuíveis à resistência bacteriana, encontra-se um quantitativo de 10 milhões de pessoas até 2050, o que seria uma morte a cada 3 segundos.

Imagem registrada no CBMI 2018
Imagem registrada no CBMI 2018

Esse impacto humano implica em custos, tanto no tocante aos gastos com internação quanto a diminuição da população economicamente ativa. O que diminui o medo com relação ao futuro, é que o mesmo prognóstico aterrador foi dado para o HIV; porém, com o advento do coquetel, principalmente os inibidores de protease, essa perspectiva não se realizou e a taxa de mortalidade não foi tão expressiva quanto se esperava.

Alguns exemplos citados pela palestrante, foram:

  • Foi observada redução da sensibilidade de K. Pneumoniae a carbapenêmicos  devido ao aumento da quantidade de cepas resistentes por produção de betalactamase.
  • No Brasil, há disseminação de KPC (2), com predomínio da CC258. Há variação epidemiológica de acordo com o estado. Apesar das diversas concentrações, nota-se distribuição nacional.
  • Foi isolado cepas de KPC resistentes  à polimixina, isso se deve ao aumento do uso dessa droga.
  • Espécies de P. aeruginosa resistentes tornam-se assim por uma série de mecanismos que desenvolvem como hiperexpressão de sistemas de efluxo, modificação em suas aquaporinas, produção de carbapenemases.
  • Crescimento de cepas de Acinetobacter com genes codificadores de carbapenemases.
  • Resistência bacteriana e ameaça à sobrevivência humana na terra.
  • Impacta os desfechos clínicos.
  • Impacto maior nos países subdesenvolvidos da África e Ásia.
  • Impacto importante no PIB mundial.
  • Medidas estão sendo tomadas.
  • A Anvisa tem um plano de combate à resistência bacteriana.
  • Plano nacional dos ministérios da Agricultura e Agropecuária.
  • Principais patógenos no relatório da Anvisa são Klebisiela e  estafilococos coagulasenegativa (ECN).
  • Principal mecanismo de resistência é betalactamase.
  • Resistência à polimixina.
  • KPC 2 está distribuída em várias especies e disseminou-se no brasil.
  • Consumo de carbapenêmicos sofreu uma elevação importante a partir 2011.
  • Pressão seletiva da colistina faz com que haja aumento de bactérias MDR.
  • Resistência â polimixina em São Paulo teve aumento importante.
  • Mortalidade por KPC com monoterapia e superior do que com terapia combinada.
  • Taxa resistência a carbapenêmicos é alta.
  • É muito importante que haja trabalho em conjunto entre infectologistas e intensivistas.

Todos esses dados, conscientizam quanto à necessidade do uso racional de antibioticoterapia. E quanto a isso, a palestrante já nos orienta: o melhor é a terapia combinada, raramente deve-se adotar a monoterapia.

Confira mais publicações sobre a CBMI 2018:

*Artigo produzido com colaboração de Dayanna Quintanilha

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Autor:

Caroline Mafra de Carvalho Marques

Residente de Cirurgia Geral do Hospital Naval Marcílio Dias ⦁ Graduada em Medicina pela Universidade Federal Fluminense

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