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CBMI 2018: AMIB lança 5 recomendações do Choosing Wisely; confira

Tempo de leitura: 2 minutos.

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) lançou nesta quinta, 29 de novembro, seu top five de recomendações da campanha Choosing Wisely. O documento da entidade visa orientar sobre as melhores e mais corretas práticas em relação à Terapia Intensiva. A publicação aconteceu em concomitância com o Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva (CBMI 2018), organizado pela AMIB.

Leia mais: CBMI 2018: o que há de novo sobre resistência bacteriana?

A adesão da AMIB à campanha ocorreu em 2017 e, desde então, foi montado uma comissão de especialistas que elaborou uma prévia com 10 orientações. Esta prévia foi disponibilizada no site da AMIB para votação entre os associados em agosto de 2018,  os cinco itens mais votados foram os escolhidos para o top five do Choosing Wisely.

Confira as orientações da AMIB:

1. Não usar/manter antibióticos sem necessidade

Pacientes com infecção requerem maior atenção e a administração de antimicrobianos dever ser limitada. Leve em consideração os critérios clínicos e, se necessário medicar com antibióticos, o faça pelo menor tempo possível. Recomenda-se a diminuição gradativa do espectro antimicrobiano quando as culturas estiverem disponíveis.

2. Não use sedação em excesso

A administração de sedativos deve se limitar a manter o conforto do paciente. Os melhores desfechos clínicos ocorrem quando há uma avaliação sistêmica da dosagem correta de sedação, com a menor quantidade de sedativos possível.

3. Não mantenha o paciente imobilizado no leito sem indicação precisa

Imobilizar o paciente gera aumento na ocorrência de complicações e pode prolongar o tempo de internação do paciente. Estudos sugerem que a melhora clínica é mais rápida, e consequentemente a recuperação, quando o paciente é mobilizado precocemente no leito e fora dele, além da melhoria na qualidade de vida do enfermo.

4. Não utilize ou mantenha dispositivos invasivos desnecessariamente

O manejo do paciente com dispositivos invasivos de ser limitado por critérios precisos e quando (e se) for absolutamente necessário. Tubos endotraqueais, sondas e cateteres devem ser utilizados com cautela e sob vigilância rotineira a a fim de restringir ao máximo seu uso. As evidências mostram que procedimentos invasivos podem ser a porta de entrada para infecções que poderiam ser evitadas.

5. Caso o paciente não apresente possibilidade de recuperação, o suporte avançado de vida é desnecessário

Evite instituir ou manter suporte avançado em pacientes graves com alta probabilidade de óbito ou sequela significativa, sem considerar a possibilidade de instituir cuidado paliativo. A vontade do paciente e dos familiares deve ser levada em consideração ao realizar qualquer decisão clínica.

Aqui no Portal da PEBMED publicamos outras condutas com base na campanha Choosing Wisely. Confira:

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*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

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