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Nefrologia Pediátrica: 5 práticas para abandonar em 2018

Tempo de leitura: 2 minutos.

Desde seu lançamento, a campanha Choosing Wisely já publicou centenas de recomendações para as mais diversas especialidades da Medicina. Já falamos aqui no Portal da PEBMED sobre as condutas não recomendadas na Endocrinologia, Ortopedia Pediátrica, Urologia, Ginecologia, Pediatria e Neurologia. Hoje, vamos falar de cinco práticas apontadas pela campanha que devem ser abandonadas na Nefrologia Pediátrica.

As seguintes recomendações foram definidas pela American Academy of Pediatrics e American Society of Pediatric Nephrology:

1) Não solicitar exames de urina de rotina para crianças saudáveis e assintomáticos, como parte da rotina de consultas pediátricas.

Evidências indicam uma alta incidência de erros nas interpretações dos exames positivos de urina, o que leva a múltiplos testes e aumento de custos e ansiedade familiar. Isso é reforçado pela baixa prevalência de doença renal crônica (DRC) e câncer de bexiga em crianças.

2) Não iniciar investigação para hematúria ou proteinúria antes de repetir a análise anormal da urina, dada a alta taxa de falso-positivos.

Resultados anormais nos testes de urina se devem muitas vezes a dificuldades na obtenção de uma amostra não contaminada ou anormalidades transitórias observadas em doenças agudas.

3) Evitar solicitar exames de urina de acompanhamento após o tratamento de uma infecção do trato urinário (ITU) não complicada em pacientes que apresentem evidências de resolução clínica.

Estudos indicam que a resolução clínica da infecção é adequada para determinar a eficácia da antibioticoterapia após o tratamento da ITU.

4) Não iniciar investigação para hipertensão em crianças assintomáticas antes de medir novamente a pressão arterial (PA).

As diretrizes recomendam aferir a pressão arterial três vezes na mesma consulta e em duas visitas adicionais para documentar a elevação persistente da PA antes de iniciar uma investigação diagnóstica.

5) Não colocar cateteres centrais ou de inserção periférica (PICC) em pacientes pediátricos com DRC avançada (estágio III a V) / insuficiência renal terminal sem antes consultar um nefrologista pediátrico.

Essa medida tem o intuito de evitar efeitos adversos, preservar o acesso vascular a longo prazo e evitar procedimentos desnecessários e custosos.

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*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

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