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Pacienete de alto risco para câncer de pâncreas passa por exame de ressonância para detecção da doença

Como triar o câncer de pâncreas em pacientes com alto risco?

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O câncer de pâncreas é uma neoplasia extremamente agressiva e com taxas de mortalidade altas, mesmo quando diagnosticados de forma precoce quando se compara com neoplasias colo-retais por exemplo. Existem diversos protocolos bem estabelecidos de como investigar uma lesão pancreática ao ser detectada durante um exame de imagem. No entanto quando se fala da investigação profilática do câncer de pâncreas em pacientes de alto risco não se encontra critérios estabelecidos.

Saiba mais: Câncer de pâncreas: incidência da neoplasia aumenta em todo mundo

Métodos de triagem para o câncer de pâncreas

Estudo sem metodologia formal de revisão sistemática, porém com utilização de dados com evidência e opiniões práticas de especialistas.

Quais pacientes são considerados de alto risco para a triagem? Em qual idade iniciar a investigação?

Serão de alto risco aqueles com 2 ou mais parentes de primeiro grau com câncer de pâncreas, ou se 1 parente apresentar a doença antes dos 50 anos de idade. Também serão considerados de alto risco portadores de síndrome genéticas relacionadas ao câncer de pâncreas entre elas podemos destacar: Sind. De Puetz Jeghers, pancreatite hereditária e mutações do BRCA2.

A investigação deve-se iniciar aos 50 anos de idade ou 10 anos a menos que a idade do parente no momento do diagnóstico, caso a doença tenha surgido antes dos 50 anos de idade. Nas síndromes genéticas esta investigação deve se iniciar ainda mais cedo, porém sem idade mínima determinada e variando conforme o risco relacionado a síndrome.

Quais modalidades utilizar?

Tanto a ressonância magnética (RM), quanto a ultrassonografia endoscópica (EUS), são os métodos preferidos e um pode ser complementar ao outro. A CPER possui um risco de pancreatite pós-procedimento e pode falhar em realizar o diagnóstico em determinadas situações e por isto não deve ser utilizado de rotina.

Leia também: Quais os riscos dos exames de colangiopancreatografia endoscópica retrógrada?

Qual frequência de realização dos exames?

Ao realizar exames numa população de risco até 40% dos indivíduos irão apresentar algum tipo de alteração pancreática que requerem um acompanhamento específico por exemplo as lesões císticas de ductos secundários. Assim, nesta situação, o acompanhamento deve seguir os protocolos já estabelecidos para este tipo de lesão. A maior parte das lesões com algum significado clínico para malignidade foram diagnosticadas durante o curso de acompanhamento destas lesões encontradas no exame inicial. Já as lesões malignas normalmente foram diagnosticadas 12 meses ou mais após um exame basal sem alteração.

Existe evidência para a triagem em pacientes de alto risco?

Apesar de fraca a evidência cientifica, diferentes sociedades, preconizam através de seus consensos a busca ativa em pacientes com desordens genéticas ou com familiares de primeiro grau com câncer pancreático. A investigação deve ser anual e incluir RM e EUS. Os pacientes assintomáticos e fora do grupo de risco não se beneficiam de uma vigilância mais rígida.

Limitações e futuro

Ainda não se sabe a efetividade destas vigilâncias na população de risco, especialmente fora dos grandes centros de tratamento. Alguns estudos com dados promissores sobre a detecção de DNA tumoral circulante podem auxiliar no diagnóstico e acompanhamento destes pacientes.

As ressecções de neoplasia pancreáticas em seus estágios iniciais estão relacionadas a uma maior sobrevida. Portanto os pacientes com maiores risco de desenvolverem a doença podem possuir algum benefício com um acompanhamento mais rígido. Infelizmente pela singularidade desta doença não temos dados estatísticos. Entretanto, é senso comum que um paciente com risco elevado não pode ser apenas observado como mais um membro da população.

Autor(a):

Referências bibliográficas:

  • Aslanian HR, Lee JH, Canto MI. AGA Clinical Practice Update on Pancreas Cancer Screening in High-Risk Individuals: Expert Review [published online ahead of print, 2020 May 19]. Gastroenterology. 2020;S0016-5085(20)30657-0. doi:10.1053/j.gastro.2020.03.088

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