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Ebola: vacina aprovada pela Comissão Europeia tem mesma tecnologia estudada para Covid-19

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A Comissão Europeia (CE) autorizou a produção de uma vacina contra o ebola que utiliza a mesma tecnologia estudada para a imunização contra o novo coronavírus.

Com essa aprovação, a farmacêutica Janssen começa a colaborar com a Organização Mundial da Saúde (OMS) na pré-qualificação de vacinas, o que deve ajudar a acelerar o registro de seu regime preventivo de imunizações contra o ebola nos países africanos e a facilitar o acesso mais amplo aos mais necessitados.

Essa é a primeira a ser aprovada pelo bloco europeu que usa a tecnologia patenteada AdVac, produzida a partir de um vetor viral. O método é o mesmo estudado pelo laboratório para a criação de vacinas contra a Covid-19, a zika e o HIV.

“A aprovação européia do regime de vacinas contra o ebola da Janssen é um momento marcante, tanto para a nossa empresa quanto na batalha mundial contra o mortal vírus do ebola. Com base em nossa história, temos o compromisso de apresentar vacinas para ajudar a superar a ameaça de algumas das doenças infecciosas mais fatais do mundo”, disse Paul Stoffels, MD, vice-presidente do comitê executivo e diretor científico da Johnson & Johnson.

Leia também: Quais as possibilidades terapêuticas para manejo do ebola?

Protocolo de imunização

O regime de vacina belga contra o ebola da Janssen foi desenvolvido especificamente para induzir imunidade a longo prazo contra o vírus ebola em adultos e crianças a partir de um ano de idade.

A substância será utilizada para apoiar a vacinação preventiva em países com maior risco de surtos, assim como para outros grupos de risco, como trabalhadores da área de saúde, de laboratório de biossegurança, militares destacados nas regiões afetadas, funcionários do aeroporto e visitantes de países de alto risco.

O regime inclui Ad26.ZEBOV como primeira dose, com base na tecnologia de vetor viral AdVac ® da Janssen, e MVA-BN-Filo como segunda dose, com base na tecnologia MVA-BN® da Bavarian Nordic, administrada cerca de oito semanas depois.

Surto de ebola

O pior surto de ebola registrado até o momento atingiu os países do oeste africano entre os anos de 2014 e 2016. Foram cerca de 30 mil infectados e, pelo menos, 11 mil óbitos.

Há ainda dois surtos ativos no continente, na República Democrática do Congo (RDC), que desde 2018 já matou 2 mil pessoas e tem uma mortalidade superior 65%.

Veja mais: Ebola: OMS anuncia novo surto na República Democrática do Congo

Em maio de 2019, o Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas da OMS (SAGE) em imunização recomendou o uso do regime vacinal contra o ebola da Janssen como parte dos esforços para conter o surto da RDC. Mais de 50 mil indivíduos no país e em Ruanda foram vacinados até o momento somente com essa iniciativa.

“O devastador surto de ebola em 2014 na África Ocidental cresceu exponencialmente, sobrecarregando os sistemas de saúde. Em menos de seis anos, com a força das colaborações público-privadas globais, temos uma vacina contra o ebola aprovada que pode ajudar aos mais necessitados, com o objetivo final de prevenir surtos antes do seu início”, disse Johan Van Hoof, MD, diretor administrativo da Janssen Vaccines. & Prevention BV.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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