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Exercícios aliviam depressão por câncer, doenças cardiovasculares e crônicas

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No início deste ano, um grupo de pesquisadores canadenses publicou uma revisão sistemática e meta-análise avaliando os efeitos dos exercícios aeróbicos sobre sintomas depressivos em pacientes com doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) em comparação a tratamentos convencionais da depressão.

Sabe-se que a depressão é um problema sério de saúde pública, com impacto bastante negativo sobre a qualidade de vida, maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares (DCV), maior taxa de mortalidade, importante causa de incapacidade funcional e sobrecarga dos serviços de saúde.

Pacientes com DCNT, como cânceres, DCV, doenças respiratórias e diabetes tipo 2 (DM2), têm duas a três vezes mais depressão do que a população geral. Portanto, o tratamento da depressão e dos sintomas depressivos em pacientes com DCNT é de suma importância clínica.

Exercícios e depressão

Já se sabe que o exercício tem benefícios sobre sintomas depressivos de forma comparável aos efeitos da terapia cognitivo-comportamental naqueles indivíduos sem DCNT e que exercícios, tanto aeróbicos, quanto resistidos ou mistos, já mostraram resultados positivos sobre os sintomas depressivos.

Os resultados obtidos pelo referido estudo corroboram com as informações já conhecidas e ratifica a importância e os benefícios do exercício físico aeróbico frente aos sintomas depressivos na população acometida por DCNT quando comparados a tratamentos convencionais da depressão.

Em termos práticos, essa revisão encontrou resultados positivos em pacientes que praticaram exercício aeróbico duas a cinco vezes na semana, em sessões que duraram em média 40 minutos, por pelo menos quatro semanas.

Maiores ganhos foram encontrados quando os indivíduos praticaram no mínimo quatro sessões por semana, com pelo menos 30 minutos de duração e por um período de 12 semanas.

Dentre as DCNT, o impacto mais positivo deu-se sobre as doenças cardiovasculares (talvez pela enormidade de estudos), seguido de câncer, e depois, com menor benefício, as doenças respiratórias (poucos estudos). No DM2, não se encontrou benefício por haver sido incluído na revisão apenas um estudo.

Os pesquisadores concluem que o exercício aeróbico demonstrou reduções moderadas e significativas nos sintomas depressivos quando comparados aos cuidados convencionais nos pacientes com DCNT, sendo seguros na sua aplicação, desde que monitorados e bem indicados; e que, por fim, fazer quaisquer exercícios aeróbicos é melhor do que ficar parado.

OBS: um importante estudo que não entrou nessa revisão, por questões de critérios de exclusão, encontrou resultados onde 40% dos pacientes com depressão maior, em sessões de exercícios aeróbicos, tiveram remissão após 16 semanas, contra apenas 10% do grupo tratado com sertralina.

Conheça efeitos dos exercícios na saúde a curto, médio e longo prazos

Autor:

Referências:

  • Ashton RE, Tew GA, Aning JJ, et al. Br J Sports Med EPub ahead of print: 20/04/2019. doi 10.1136/bjsports-2017-098970.

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