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mosquito pousado na pele de uma pessoa

Febre Amarela no Brasil: boletim da Sociedade Brasileira de Infectologia

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Ocorreu no início desse ano um surto de febre amarela, especialmente no estado de São Paulo. De julho de 2017 até abril de 2018 foram 1.127 casos confirmados e 328 óbitos (números significativamente maiores que o do período anterior). Tivemos a campanha iniciada no fim de janeiro nesse ano para os estados do Rio de Janeiro e São Paulo e a polêmica sobre o fracionamento da dose, medida justificada pelo objetivo de se alcançar a imunização de uma parte maior da população em curto espaço de tempo diante de casos crescentes em SP e MG. E a vacinação em massa é uma das mais importantes medidas para evitarmos novo surto em 2019.

Além de informarmos a população sobre a importância de ser imunizado, é preciso orientar sobre a segurança da vacina (taxa baixa de complicações), sobre as formas de transmissão e que a doença tem potencial de formas graves que não têm relação necessária com idade e/ou comorbidades dos pacientes. É claro que, após o fim do verão, o número de casos diminuiu, mas é importante não corrermos riscos de novo surto, talvez pior, em 2019.

Outro aspecto abordado no boletim da SBI é o de se pesquisar eventuais tratamentos com antivirais para os já infectados, levantando-se a possibilidade de se testar o Sofosbuvir, que já é utilizado em Hepatite C crônica e que possui atividade antiviral in vitro para o vírus da Zika. Esses três vírus (Zika, Hep C e Febre Amarela) são da mesma família (Flaviviridae).

O lado ambiental também é abordado, uma vez que se trata de uma doença silvestre que tem alto risco de “urbanização” devido à destruição e invasão da paisagem silvestre. Tipicamente, o ciclo da doença silvestre envolve os mosquitos do gênero Haemagogus que têm nos macacos silvestres o seu hospedeiro “natural”, mas que no ciclo urbano envolvem o “famoso” Aedes aegypti e os seres humanos.

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Autor:

Cristiano Carvalho de Oliveira

Formado em Medicina pela UFRJ em 2009/2 ⦁ Residência de Clínica Médica no HUCFF (UFRJ 2010 -2012) ⦁ Residência de Cardiologia no HUCFF (UFRJ 2012 – 2014) ⦁ Trabalho na Emergência do H. Pró-cardíaco ⦁ Ergometrista na CardioClin.

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