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Medicina de Emergência: avanços, desafios e oportunidades

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A Medicina de Emergência começou a ser considerada uma especialidade médica em 2015. Desde então, o número de programas de formação em Medicina de Emergência só aumenta. Atualmente, são reconhecidos pela Comissão Nacional de Residência Médica 27 programas com duração de três anos distribuídos pelo país, somando o total de 133 vagas todos os anos.

A sua titulação é concedida através de programa de residência médica credenciado pelo Ministério da Educação (MEC). E, também, pela Associação Brasileira de Medicina de Emergência (ABRAMEDE) com a Associação Médica Brasileira (AMB).

Essa é uma especialidade que abrange o diagnóstico e o tratamento de qualquer paciente que necessite cuidados diante de uma situação imprevista de uma doença aguda ou lesão que requeira atendimento imediato. O seu objetivo é limitar a morbidade e a mortalidade dos pacientes através do atendimento inicial adequado.

A sua prática abrange desde os cuidados pré-hospitalares até o atendimento hospitalar. Requer conhecimentos de todas as especialidades intimamente relacionadas a ela. A prática da Medicina de Emergência envolve um conhecimento e reconhecimento adequados de lesões e doenças agudas, com ou sem risco de vida, seguidas de imediato tratamento e estabilização.

Como se destacar no mercado

Esses profissionais devem ter experiência técnica e científica assistencial generalista para atendimento de alta e baixa complexidade. É importante a realização de um treinamento clínico-cirúrgico para a prevenção de sequelas nos pacientes em todas as situações de emergência.  Além disso, esses profissionais são responsáveis pela organização, gestão e dimensionamento da rede de atendimento a emergências.

As áreas de urgência e emergência dos hospitais são extremamente complexas. Portanto, a atuação em um ambiente como esses requer atualização constante e conhecimento multidisciplinar dos profissionais emergencistas.

Principais desafios

Segundo Vítor Benincá, a divulgação da área está entre os principais desafios da categoria. Isso se faz necessário para que as pessoas, as empresas e as instituições aprendam e entendam a importância de ter um médico emergencista na frente de uma emergência. Não simplesmente alguém que esteja fazendo um “bico” ou um recém-formado. Mas alguém que seja alguém realmente capacitado.

“E em segundo lugar, o desafio de pegar os próprios médicos emergencistas, que já trabalham há muito tempo na frente das emergências, e trazer atualizações para eles. Isso porque à medida que a especialidade vira oficial é necessário resgatar esse profissional que está desatualizado.” ressalta o presidente da presidente da SBMEDE (Sul Brasileiro de Medicina de Emergência) e responsável pela organização geral do II Congresso Sul Brasileiro de Medicina de Emergência Adulto e Pediátrico.

Potencial de crescimento

A Medicina de Emergência vem ganhando cada vez mais espaço na área médica. Principalmente, devido a uma demanda cada vez maior, decorrente do aumento da violência e dos traumas e de doenças cardiovasculares.

Principais oportunidades

“Acreditamos que o caminho é vasto. Hoje, com pouquíssimos profissionais emergencistas no Brasil, essa área é pleiteada pelas mais diversas especialidades. Então, as oportunidades serão muitas, uma vez que acreditamos que daqui a alguns anos, essa especialidade se tornará obrigatória somente para quem é gabaritado ou titulado.” acredita Vitor Benincá.

Média salarial

De acordo com o site da Catho, a remuneração média salarial da categoria no país é de R$4.963,88.

Panorama atual

Em 2015, quando foi realizado o primeiro levantamento para oficializar a especialidade, existiam 350 especialistas. E a partir daí, se multiplicaram as residências médicas de formação. “No ano passado, foi iniciada a primeira titulação no Congresso Sul Brasileiro de Medicina de Emergência Adulto e Pediátrico. Ainda existem hoje menos de mil médicos emergencistas no Brasil, mas acreditamos que com a titulação e com as formações iremos aumentar bastante esse número para começar a exigir que esses profissionais sejam aceitos em emergências no país”, diz confiante Vítor Benincá.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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