Pacientes imunizados e a síndrome pós-Covid-19

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Apesar do avanço da variante Delta em várias partes do mundo, estatísticas têm demonstrado que pacientes totalmente vacinados, se infectados, apresentam sintomas leves ou até mesmo não apresentam nenhum sintoma. E isso é uma grande notícia. Porém, questionamentos em torno da síndrome pós-Covid-19 nesses pacientes ainda é controverso. Dúvidas sobre o desenvolvimento dessa síndrome nos pacientes vacinados vêm surgindo e preocupado os profissionais de saúde. 

A síndrome da Covid-19 longa é caracterizada por sintomas como fadiga, dores musculares, perda de  memória,”brain fog“, perda de paladar e olfato, entre outros que podem permanecer de semanas a meses após a recuperação da primeira infecção independente da severidade da mesma. Estudos demonstram que 10% a 30% dos pacientes que tiveram Covid-19 desenvolveram essa síndrome. Porém, a maioria desses pacientes não haviam recebido nenhuma dose de vacina. 

Ouça também: Gravidez e Covid-19: quais os riscos? [podcast]

Pacientes imunizados e a síndrome pós-Covid-19

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O que sabemos?

O que se sabe sobre a síndrome da Covid-19 longa em pacientes vacinados resume-se a um único estudo realizado entre 36 profissionais de saúde que testaram positivo após vacinação completa em um hospital de Israel, onde 19% permaneceu com sintomas como perda de olfato ou paladar, dificuldade respiratória, tosse ou fadiga seis semanas após sua recuperação. Porém, como esses estudo apresenta  muitas limitações onde só foi estudado uma amostragem mínima, fica difícil tirar conclusões sobre o  assunto. 

O que não sabemos?

O maior obstáculo para a análise dessa situação consiste no tempo de coleta dos dados pelos órgãos de  saúde responsáveis. Por exemplo, nos EUA, o CDC coleta dados no período de 4 meses anteriores ao calendário, o que impossibilita saber a evolução dos pacientes após o mês de maio desse ano. E essa situação tem sido bastante frustrante para vários profissionais de saúde. “Não temos com clareza nenhuma estatística para saber se a infecção leve a moderada em pacientes vacinados levam ao  desenvolvimento da síndrome do Covid-19 longa” disse o Dr. Akiko Iwasaki, imunologista da escola de Medicina de Yale, para o New York Times. Dr. Rochelle Walensky, diretor do CDC, relata que esforços estão sendo realizados para a atualização dos dados de forma mais acurada possível, e em pouco tempo os dados atuais serão liberados mais rapidamente. 

Saiba mais: Análise de pacientes com Covid-19 em UTIs brasileiras: o que aprendemos?

Ponto principal

O fato dos médicos ainda não estarem lidando com muitos casos da síndrome pós-Covid-19 pode ser encarado como um bom sinal. A variante Delta com seu maior poder de infecção, tanto nos vacinados quanto nos não vacinados, irá determinar em um futuro próximo, um maior entendimento sobre as sequelas pós-Covid-19. 

“Se esses pacientes apresentarem sintomas da síndrome, eles irão começar a aparecer no consultório nos próximos meses.” relatou Dr. Zijian Chen, diretor do ambulatório de pós-Covid-19 do Hospital Monte Sinai de Nova York. 

De qualquer forma, independente dos dados, a melhor forma de se evitar o desenvolvimento da síndrome pós-Covid-19 é a prevenção, com vacinação, uso de máscaras faciais e evitando aglomerações em locais públicos. Quanto menos infecção houver na população em geral, menos casos de síndrome pós-Covid-19 irão acontecer. 

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