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Quais benefícios do TAVI em pacientes de baixo risco cirúrgico? [ACC 2019]

Tempo de leitura: 2 minutos.

Muito esperados, os resultados dos estudos PARTNER 3 e EVOLUT TAVR Low-risk apresentados hoje tiveram suas publicações antecipadas, para o alívio da ansiedade dos cardiologistas do mundo todo. Tratam-se de trials aqua avaliaram os resultados do implante percutâneo de válvula aórtica (TAVI) em pacientes de baixo risco cirúrgico. Desde o ACC 2018, quando o estudo NOTION foi apresentado, cujos resultados mostraram boa evolução em cinco anos da prótese autoexpansível CoreValve (primeira geração) comparada ao tratamento cirúrgico, incluindo pacientes de baixo risco, havia grande expectativa pelos resultados dos estudos especificamente desenhados para avaliar essa população.

O PARTNER 3 comparou a válvula percutânea Sapien 3 (última geração da prótese balão expansível – Edwards Lifesciences) versus tratamento cirúrgico em pacientes de baixo risco cirúrgico. Foram incluídos 1000 pacientes, com STS menor que 4% (STS médio de 1,9%), com média de idade de 73,4 anos. O desfecho primário foi composto por mortalidade geral, acidente vascular encefálico (AVE) ou reinternação em um ano e aconteceu em 8,5% dos pacientes submetidos ao TAVI e 15,1% dos pacientes tratados com cirurgia. Apesar de ser um estudo de não-inferioridade, os resultados excederam as expectativas, dando vantagem ao TAVI (P<0,001 para não-inferioridade e P=0,001 para superioridade).

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Destaca-se, como desfecho secundário, a incidência de fibrilação atrial nova, que foi de 39,5% no grupo cirurgia versus 5% no grupo TAVI (P<0,001). Ainda em relação aos desfechos secundários, houve vantagens do TAVI no que se refere à incidência de AVE em 30 dias, tempo de internação e qualidade de vida avaliada pelo Kansas City Cardiomyopathy Questionnaire score (KCCQ score), em 30 dias. Não houve diferença estatística na necessidade de implante de marcapasso permanente, nem na incidência de refluxo aórtico moderado ou grave. A tabela abaixo resume os resultados.

Vale ressaltar que os resultados cirúrgicos deste trial foram considerados excelentes, com mortalidade em 30 dias de apenas 1,1% e combinação de AVE incapacitante ou morte em 1 ano de apenas 2,9%. Entretanto, o TAVI conseguiu performar ainda melhor – mortalidade de 0,4% e morte ou AVE incapacitante em 1 ano de 1%.

Diante dos resultados, podemos afirmar que as indicações para TAVI cruzaram mais uma fronteira. Já com dados robustos em pacientes de riscos cirúrgico elevado e intermediário, o presente estudo confirma também o excelente desempenho deste device em pacientes de baixo risco. É preciso lembrar que a média de idade dos pacientes deste trial foi consideravelmente elevada, uma vez que ainda faltam dados sobre a durabilidade a longo prazo das próteses percutâneas.

PARTNER 3: Desfechos primário e secundários:

TAVI

(n=496)

Cirurgia

(n=454)

Efeito do tratamento (IC 95%)
Morte por qualquer causa, AVE ou reinternação 8.5% 15.1% 0.54 (0.37-0.79)
Fibrilação atrial nova (30d) 5% 39,5% 0,10

(0,06-0,16)

Morte ou AVE (30d) 1% 3,3% 0.30

(0.11-0.83)

AVE (30d) 0,6% 2,4% 0.25

(0.07-0.88)

ACC 2019: cobertura PEBMED

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Referências:

https://www.acc.org/latest-in-cardiology/articles/2019/03/08/15/32/sun-8am-partner3-tavr-savr-acc-2019

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