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Retrospectiva 2020: cardiologia.

Retrospectiva 2020: cardiologia. O que foi marcante no ano?

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O ano de 2020 ficará marcado na história pela pandemia de Covid-19, mas para nossa sorte, a cardiologia não parou e muita coisa interessante foi descoberta e publicada. Separamos para vocês os principais pontos do ano, para começar 2021 com o pé direito nas atualizações mais importante para sua prática do dia a dia.

Covid e Cardiologia

Começando pelo Hot Topic da medicina, o sistema cardiovascular é um dos principais sítios de dano pelo coronavírus. Durante a fase aguda da doença, elevação de troponina isolada, miopericardite e aumento do risco de fenômenos trombóticos (incluindo trombose venosa, IAM e AVC) são os principais riscos. A médio prazo, sabe-se ainda que o risco de miopericardite continua alto, bem como a provável síndrome da fadiga crônica. Entidades de cardiologia e medicina do esporte se articulam para promover o retorno seguro à atividade física e esportes competitivos. Se quiser saber mais dos assuntos, clique nestes links:

No início do ano, uma das polêmicas cardiológicas envolvendo Covid foi debater se os iECA/BRA seriam benéficos ou maléficos. Em um ensaio clínico randomizado nacional, a suspensão ou manutenção de iECA/BRA não mudou o desfecho dos pacientes com Covid-19 e a orientação da SBC foi manter as medicações nos pacientes com indicação, conforme as respectivas diretrizes (como diabéticos hipertensos e pacientes com insuficiência cardíaca).

TAVI

A prótese aórtica percutânea tem se consolidado como a principal forma de tratamento da estenose aórtica. É atualmente a terapia de escolha no paciente de alto risco para cirurgia convencional, mas já há estudos mostrando sua segurança em pacientes com risco moderado. Além da estenose senil, por calcificação, um estudo apresentado no ACC 2020 mostrou a eficácia da TAVI em pacientes com valva bicúspide, uma causa comum de estenose em pacientes mais jovens.

No mesmo congresso, o estudo POPular mostrou que pacientes com FA (ou outra indicação para anticoagulação plena) e que implantem uma TAVI podem ser tratados apenas com o NOAC, sem necessidade de associar o clopidogrel. Isso reduz o risco de sangramento, mantendo a mesma eficácia na protação da prótese.

Rivaroxabana

A rivaroxabana foi lançada no Brasil em uma nova posologia: 2,5 mg, duas vezes ao dia. No congresso do ACC 2020, dois estudos trouxeram benefício dessa associação. Um com pacientes com doença arterial periférica e outro com pacientes de alto risco cardiovascular. Contudo, é necessário estarmos atentos para não incluir pacientes com uso obrigatório de dupla antiagregação plaquetária, como um stent farmacológico recente, ou aqueles com maior risco de sangramento, pois não foram contemplados pelas pesquisas realizadas.

Os inibidores do SGLT-2

Originalmente lançados como hipoglicemiantes orais, os inibidores do receptor de SGLT-2 promovem glicosúria, natriurese e, acredita-se, outros efeitos antiinflamatórios sistêmicos ainda em análise. Desse modo, estudos publicados em 2020 sobre cardiologia, mostraram seu benefício como redução do risco cardiovascular geral em pacientes diabéticos, incluindo redução de mortalidade, e do risco de hospitalização em pacientes com insuficiência cardíaca – e nesse caso, mesmo em pacientes sem diabetes!

Insuficiência Cardíaca

A grande temática em 2018/2019 foi a introdução do sacubitril/valsartana como nova droga para redução de mortalidade no paciente com ICFER. Ainda há dúvidas do real benefício em pacientes com IC e fração de ejeção 40-60%, bem como naqueles com FE > 60%. Por outro lado, duas novas drogas foram propostas como benéficas, mas ainda com apenas um estudo de fase III e necessitando de confirmação. O vericiguat, que ativa a via do GMP cíclico, e o omecamtiv, que estimula a contratilidade miocárdica pela via da miosina.

Diretrizes publicadas em 2020 de cardiologia

Se você não leu, confira nossos resumos práticos com o que é importante para seu dia a dia!

Acompanhe outras retrospectivas 2020 no Portal PEBMED:

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