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Choosing Wisely: como proceder corretamente na crise hipertensiva

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Tempo de leitura: 2 minutos.

A campanha Choosing Wisely: Things We Do For No Reason é muito interessante, pois mostra várias práticas comuns na medicina e para as quais ou não há evidências suficientes ou, o pior, as evidência sugerem malefício. Neste artigo, baseado em uma publicação recente do Journal of Hospital Medicine, abordamos o que não deve ser feito na crise hipertensiva na emergência e nos pacientes internados.

A ideia da redução imediata da pressão arterial seria o risco de um evento adverso grave causado pelos altos níveis tensionais. De fato, estudos mostram que o risco de IAM, AVC ou morte nesses pacientes é de até 39% em um ano. Mas, por outro lado, o risco imediato parece baixo. Em um estudo com 426 pacientes com crise hipertensiva e acompanhados no curto prazo, a taxa de risco para AVC/IAM/morte foi de 0,5%. E, pior, o risco de efeitos colaterais pode ser tão alto quanto isso. Em uma outra pesquisa, metade dos pacientes medicados para “urgência hipertensiva” tiveram redução na PA > 25% nas primeiras horas e de um grupo de 47 pacientes onde isso ocorreu, dois tiveram AIT.

O que fazer então?

  1. Exclua lesão aguda de órgão-alvo, a saber: EAP, IAM/SCA, AVC/AIT, dissecção da aorta, eclâmpsia. Essas são situações de emergência hipertensiva, para as quais as drogas venosas estão indicadas, bem como internação e monitorização em CTI.
  2. Espere meia hora com o paciente em repouso e resolva fatores transitórios para o aumento da PA: ansiedade, dor, náusea e delirium/agitação. Aí repita a medida da PA. Pesquisas mostram que até ⅓ dos pacientes normalizam a PA só com essas medidas!
  3. Se a PA persistir > 180/120 mmHg, ajuste as medicações orais. Nada de droga SL em pacientes assintomáticos sem lesão aguda de órgão-alvo

Confira outras recomendações da campanha Choosing Wisely:

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Autor:

Referências:

  • Breu AC, Axon RN, Acute Treatment of Hypertensive Urgency. J. Hosp. Med 2018;12;860-862. Published online first October 31, 2018. doi:10.12788/jhm.3086

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