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Choosing Wisely para Medicina de Família: 5 condutas para abandonar

Tempo de leitura: 2 minutos.

campanha Choosing Wisely segue publicando suas recomendações de práticas muito utilizadas, mas que devem ser abandonadas nas mais diversas especialidades da Medicina. No artigo de hoje, focaremos na Medicina de Família. As recomendações abaixo foram definidas pela American Academy of Family Physicians:

1) Não fazer exames de imagem para lombalgia nas primeiras seis semanas, a menos que red flags estejam presentes.

A dor lombar é o 5º motivo mais comum para consultas médicas. Os red flags incluem déficits neurológicos graves ou progressivos ou quando há suspeita de condições subjacentes graves, como osteomielite.

2) Não prescrever antibióticos rotineiramente para sinusite aguda de leve a moderada, a menos que os sintomas durem 10 ou mais dias ou que piorem após melhora clínica inicial.

A maioria das sinusites no ambiente ambulatorial é devida a uma infecção viral que se resolverá sozinha.

3) Não solicitar densitometria de dupla energia (DEXA) para osteoporose em mulheres com menos de 65 anos ou homens com menos de 70 anos sem fatores de risco.

DEXA é rentável apenas em pacientes idosos.

LEIA MAIS: Osteoporose – como identificar e manejar?

4) Não solicitar eletrocardiogramas anuais ou qualquer outro exame cardiológico para pacientes de baixo risco sem sintomas.

Resultados falso-positivos podem levar a danos por meio de procedimentos invasivos desnecessários, overtreatment e diagnósticos incorretos. Os danos potenciais excedem os benefícios potenciais.

5) Não realizar exame pélvico ou outro exame físico para prescrever contraceptivos orais.

Os contraceptivos hormonais são seguros, eficazes e bem tolerados para a maioria das mulheres. O anticoncepcional pode ser fornecido com segurança com base no histórico médico e na medida da pressão arterial.

Veja todas as recomendações nesse link.

Aqui no Portal da PEBMED já falamos sobre outras condutas não recomendadas na campanha Choosing Wisely. Veja abaixo:

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

Um comentário

  1. João Machado

    Gostei muito do enunciado, já que convivo com pacientes bom esse problema de saúde

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