CROI 2021: qual a relação entre viremia do SARS-CoV-2 e desfechos clínicos?

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Em mais uma sessão da Conference on Retoviruses and Opportunistic Infections (CROI) 2021, resultados de um trabalho que procurou avaliar a relação entre viremia do SARS-CoV-2 e desfechos clínicos em pacientes infectados foram apresentados.

A partir de ensaios para a detecção de RNA de SARS-CoV-2, os pesquisados avaliaram o soro de voluntários de pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 com necessidade de diferentes níveis de cuidados: 23 pacientes internados em UTI, 19 internados em enfermaria e 9 pacientes ambulatoriais.

imagem digital do sars-cov-2

Viremia do SARS-CoV-2

Os resultados mostraram uma forte associação da presença de RNA viral e a gravidade da doença, baseada no local de internação, sendo detectável em 100% das amostras de pacientes, em 55% dos pacientes internados fora de UTI e em 1/9 dos pacientes ambulatoriais.

Os níveis de RNA também correlacionaram com a gravidade clínica da doença avaliada pela escala da Organização Mundial da Saúde (OMS). Considerando-se a pior pontuação durante o período de observação, maiores valores basais de RNA de SARS-CoV-2 estiveram associados com piores pontuações e, por consequência, com doença considerada clinicamente mais grave.

Outro desfecho avaliado foi o local para alta hospitalar (domicílio, instituições de longa permanência ou óbito), com maiores níveis mais elevados de RNA viral estando associados com maior risco de óbito.

Conclusões

De forma interessante, os níveis de RNA viral observados não estavam claramente relacionados aos níveis de títulos de anticorpos neutralizantes, com a maioria dos participantes com viremia apresentando títulos > 1000. Um pequeno subgrupo apresentou títulos < 100 e postula-se que esse subgrupo poderia se beneficiar do uso de anticorpos monoclonais.

Questões levantadas a partir dessas observações e que ainda precisam ser respondidas incluem estabelecer a infectividade desses vírions detectados, se essa viremia pode levar à disseminação da infecção para regiões extrapulmonares e se as terapias disponíveis ou experimentais são capazes de alterar os níveis de viremia.

Confira outros destaques do CROI 2021:

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