ECCMID 2021: como prevenir a endocardite infecciosa? - PEBMED

ECCMID 2021: como prevenir a endocardite infecciosa?

Sua avaliação é fundamental para que a gente continue melhorando o Portal Pebmed

Quer acessar esse e outros conteúdos na íntegra?

Cadastrar Grátis

Faça seu login ou cadastre-se gratuitamente para ter acesso ilimitado a todos os artigos, casos clínicos e ferramentas do Portal PEBMED

O Portal PEBMED é destinado para médicos e profissionais de saúde. Seu conteúdo tem o objetivo de informar panoramas recentes da medicina, devendo ser interpretado por profissionais capacitados.

Para diagnósticos e esclarecimentos, busque orientação profissional. Você pode agendar uma consulta aqui.

Endocardite infecciosa é uma condição associada a grande morbidade, com tratamento antibiótico prolongado, e que pode necessitar de tratamento cirúrgico e mesmo levar a óbito.

Um painel com especialistas no European Congress of Clinical Microbiology & Infectious Diseases (ECCMID 2021) discutiu alguns aspectos em relação à prevenção dessa infecção.

comprimidos para antibioticoprofilaxia de endocardite infecciosa

Tome as melhores decisões clinicas, atualize-se. Cadastre-se e acesse gratuitamente conteúdo de medicina escrito e revisado por especialistas

Prevenção de endocardite infecciosa

  1. Apesar de recomendações regularmente atualizadas sobre o uso de profilaxia antibiótica para endocardite infecciosa, a morbidade e a mortalidade por essa condição permanecem estáveis ao longo do tempo.
  2. Atualmente, a profilaxia está voltada para os indivíduos de alto risco de endocardite infecciosa ou de desfecho desfavorável em procedimentos dentários invasivos. O guideline da NICE no Reino Unido de 2008 não recomenda a profilaxia em qualquer situação.
  3. O documento mais recente da AHA de 2021 recomenda profilaxia em procedimentos dentários em quatro grupos de indivíduos considerados de alto risco: portadores de valva cardíaca protética ou outros dispositivos cardíacos implantáveis, indivíduos com endocardite prévia ou recorrente, doença cardíaca congênita e receptores de transplante cardíaco.
  4. São considerados procedimentos de alto risco os que envolvem manipulação do tecido gengival ou região periapical dos dentes ou perfuração da mucosa oral. Para procedimentos não dentários, não há recomendação para prescrição de antibioticoprofilaxia.
  5. Manter uma boa higiene oral e acesso regular a cuidados odontológicos são considerados mais importantes do que antibióticos.
  6. O esquema preferencial continua sendo amoxicilina 2g VO 30 a 60 minutos antes do procedimento (50 mg/kg em crianças). Clindamicina não é mais recomendada, sendo cefalexina 2 g, azitromicina 500 mg, claritromicina 500 mg ou doxiciclina 100 mg as opções para pacientes alérgicos a penicilina.
  7. Uso de vacinas e anticorpos monoclonais contra patógenos específicos não se mostraram eficazes até o momento.
  8. Pela associação entre colonização nasal por Staphylococcus aureus e bacteremia por esse patógeno, especula-se se a descolonização de pacientes colonizados de alto risco poderia diminuir o risco de endocardite infecciosa.
  9. Outro foco de pesquisa atual é o desenvolvimento de materiais com menor potencial de adesão por parte dos patógenos comumente envolvidos na etiologia da endocardite infecciosa.

Mais do congresso:

Autora:

O Portal PEBMED é destinado para médicos e profissionais de saúde. Seu conteúdo tem o objetivo de informar panoramas recentes da medicina, devendo ser interpretado por profissionais capacitados.

Para diagnósticos e esclarecimentos, busque orientação profissional. Você pode agendar uma consulta aqui.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Entrar | Cadastrar