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A população geriátrica é considerada uma população especial no contexto de doenças infecciosas, em que alterações orgânicas inerentes ao envelhecimento podem influenciar na suscetibilidade a algumas infecções, na forma de apresentação de sintomas, e em características de farmacocinética e farmacodinâmica, que podem afetar a eficácia de antimicrobianos e aumentar o risco de eventos adversos.

Uma sessão do European Congress of Clinical Microbiology & Infectious Diseases (ECCMID 2021) dedicada ao tema discutiu alguns dos desafios do tratamento de infecções em idosos, incluindo aspectos relacionados a casos de bacteremia.

médico atendendo paciente idosa com bacteremia

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Bacteremia em idosos

Bacteremia em idosos é uma condição potencialmente fatal e que pode se manifestar de forma mais indolente do que em pacientes jovens. Dados franceses sobre a epidemiologia de bacteremias na população geriátrica mostram que os focos mais frequentes são trato urinário (57%), trato respiratório (11%), trato gastrointestinal (7%) e pele e partes moles (5%). Bactérias Gram negativas, em especial Escherichia coli, foram os agentes mais comumente isolados (45%), seguidas de Staphylococcus aureus (14%) e enterococos (11%).

Organismos multirresistentes estavam envolvidos em aproximadamente 17% das bacteremias e a colonização por um germe MDR foi preditor de bacteremia por agentes multirresistentes. Infecções por MDR estão associadas a maior tempo de hospitalização, maior custo e maior mortalidade.

A mortalidade associada a bacteremia encontrada foi de 18% e origem nosocomial, apresentação inicial grave e etiologia por MRSA foram fatores associados a piores desfechos. Para esses casos, o início precoce de antibioticoterapia é indicado.

Em relação ao tempo de tratamento, diversos estudos foram apresentados discorrendo sobre cursos mais curtos ou longos de antibioticoterapia:

  1. Um estudo de coorte observacional multicêntrico envolvendo 249 adultos com bacteremia não complicada por Pseudomonas aeruginosa não mostrou diferença no risco de recorrência da infecção com cursos curtos (média de 9 dias) em relação a cursos longos de tratamento (média de 16 dias).
  2. Um estudo com bacteremia por Gram negativos não complicada avaliou indivíduos com cursos curtos (média de 8,5 dias) e cursos longos (média de 13,3 dias) de tratamento. O risco de falha terapêutica foi maior no grupo que recebeu curso curto. Cirrose e imunossupressão foram outros fatores de risco para falha terapêutica identificados. Terapia definitiva com antibióticos IV ou com agentes VO com alta biodisponibilidade estiveram associadas a menor taxa de falha terapêutica.
  3. Já em outro estudo – multicêntrico, aberto e randomizado – envolvendo 604 pacientes com bacteremia não complicada por bactérias Gram negativas um curso de sete dias de tratamento foi não inferior a um curso de 14 dias.
  4. Outro estudo multicêntrico e randomizado em que cursos de tratamento cuja duração foi orientada por níveis séricos de PCR foram comparados com cursos de sete ou de 14 dias mostrou não inferioridade do uso de PCR como orientador para interrupção de antibioticoterapia em relação aos regimes de tempo fixo para o desfecho combinado de mortalidade, complicações locais ou à distância, bacteremia recorrente ou necessidade de retorno de tratamento.

Uma parte significativa das bacteremias poderia ser prevenida por remoção de cateteres vesicais desnecessários e aplicação de medidas de cuidado com cateter naqueles em que a manutenção é indicada.

Veja também: Nutrição geriátrica: as peculiaridades da perda de peso nos idosos

Um ensaio clínico randomizado já havia mostrado que intervenções direcionadas para prevenção de infecções em pacientes com cateter vesical de demora em idosos em instituições de longa permanência foram associadas a redução de 46% em novas ITUs relacionadas a cateter vesical, de 31% em todas as ITUs associadas a cateter vesical, de 22% na aquisição de MRSA e em 23% na prevalência de organismos multirresistentes.

Estratégias preventivas

Exemplos de estratégias de medidas preventivas incluem a aplicação de bundles como o CAUTI, cujos elementos são: remoção de cateter vesical quando não mais necessário, inserção com técnica asséptica, avaliação regular da necessidade de cateteres vesicais, treinamento dos profissionais em cuidados com cateter vesical e formulação de plano de cuidados para indivíduos incontinentes.

Para o CAUTI, o uso de cateter vesical de demora está indicado nessa população para auxiliar a cura de úlceras sacras ou perineais graus III ou IV em indivíduos incontinentes, em pacientes com obstrução ou retenção urinária aguda ou crônica e pacientes em cuidados paliativos com dor intratável.

A aplicação do CAUTI como bundle de prevenção de infecções associadas a cateter vesical em idosos institucionalizados foi avaliado em um ensaio clínico envolvendo 40 instituições de longa permanência norte-americanas, que mostrou reduções de 54% na incidência de infecções e de 15% na incidência de urinoculturas negativas.

Essas evidências apoiam o foco em medidas preventivas e no uso racional de antibióticos na população geriátrica.

Estamos cobrindo o ECCMID 2021, não deixe de acompanhar com a gente!

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