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Uma das plenárias do XVIII Fórum Internacional de Sepse debateu sobre possíveis soluções para aprimorar o diagnóstico da síndrome, discutindo o uso de novas tecnologias e melhor aplicabilidade das já disponíveis.

médico mudando parâmetros de VM em diagnóstico de sepse

Diagnóstico da sepse

Entre os pontos levantados pelos palestrantes, destacam-se:

  • O reconhecimento precoce de sepse é um dos pilares para se alcançar o objetivo de diminuir a mortalidade por essa síndrome. Ao mesmo tempo, a presença de sinais e sintomas muitas vezes inespecíficos podem fazer com que esse processo não seja tão simples.
  • Na maior parte das situações, o diagnóstico etiológico do agente causador de sepse não é imediato, podendo, muitas vezes não ser feito em momento algum. Fatores como acesso a laboratórios de microbiologia, coleta e transporte adequado de amostras e tempo até que os resultados se tornem disponíveis contribuem para esse cenário. Além disso, mesmo discernir entre infecções bacterianas, virais ou fúngicas pode ser difícil.
  • Outra questão que se impõe é a velocidade com que se chega a um diagnóstico microbiológico e a necessidade de tratamento adequado o mais precocemente possível. Se por um lado, antibioticoterapia excessiva está relacionada a eventos adversos e seleção de resistência, por outro um espectro inadequado está associado a piores desfechos. Assim, a escolha da terapia empírica inicial pode ser um dos fatores determinantes para um bom desfecho.
  • Diante disso, os palestrantes acreditam que técnicas de metagenômica e inteligência artificial sejam possíveis caminhos do futuro, mas ainda com necessidade de evolução e validação.
  • As técnicas de identificação por metagenômica são baseadas no sequenciamento genético a partir de amostras clínicas simples. Os resultados do sequenciamento são comparados com bancos de dados disponíveis, permitindo identificação de diversos patógenos de forma independente de crescimento em cultura. Por apresentar elevada sensibilidade, apresentaria vantagem sobre outros métodos e em situações de inóculos pequenos ou de germes pouco comuns.
  • Os resultados de técnicas de metagenômica ficam prontos em 24 a 48h, o que é uma vantagem sobre os métodos de identificação mais amplamente disponíveis atualmente. Essa rapidez permitiria adequação de tratamento em uma velocidade ainda maior, não só com ajuste de espectro como com interrupção de terapias desnecessárias.
  •  Entretanto, um dos problemas da metagenômica está justamente relacionada a sua alta sensibilidade. Por ser um teste baseado na detecção de material genético, sua realização pode levar à identificação de diversos microrganismos não patogênicos, podendo gerar confusão no momento de tomada de decisão de tratamento.
  • Em locais com recursos limitados, em que resultados de culturas tendem a ser mais demorados, os dados microbiológicos locais são essenciais no estabelecimento de terapia empírica. Nesse contexto, é importante que os dados sejam interpretados com cautela, procurando-se estratificar o risco de cada paciente, avaliando foco de infecção, origem comunitária ou hospitalar e uso prévio de antibióticos.
  • Modelos de inteligência artificial também ganharam destaque nos últimos anos, como uma possível ferramenta para auxiliar no diagnóstico precoce de sepse. Por meio de machine learning, esses modelos poderiam, por meio de dados clínicos e laboratoriais e de forma automatizada, identificar pacientes em maior risco de desenvolvimento de sepse.
  • Contudo, os modelos de inteligência artificial são limitados pela qualidade dos dados com que são alimentados. Isso pode ser um grande problema principalmente em relação às informações clínicas, as quais são dependentes do registro em prontuários.
  • O uso de modelos de IA também têm apresentado outras duas dificuldades na prática clínica. Uma é a chamada fadiga de alarme, já que o excesso de alarmes gerados pelos modelos pode levar à negligência de alguns casos. Outra é a tendência ao sobreuso, com possibilidade de intervenções em número excessivo.
  • Outras tecnologias de interesse em estudo são as que podem levar a maior disponibilidade de biomarcadores, como ensaios de fluxo lateral para mensuração de IL-6.
  • Novamente, discute-se que o uso de biomarcadores pode não ser tão útil na condução da sepse em si, especialmente nas fases iniciais. Entretanto, pode ter um papel na diferenciação etiológica entre vírus e bactérias e, principalmente, para apoio na decisão de suspensão de antibioticoterapia. Considerando os custos e possíveis eventos adversos da exposição desnecessária a antimicrobianos, o uso de biomarcadores como estratégia para limitação de tempo de terapia pode ser custo-efetivo.
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