AHA 2020: Exames de imagem para elucidação do mecanismo do MINOCA

O estudo HARP-MINOCA, apresentado no AHA 2020, propôs a realização de exames de imagem em mulheres com MINOCA.

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MINOCA é o termo em inglês utilizado para denominar casos de infarto agudo do miocárdio sem obstrução significativa das artérias coronárias (< 50% de obstrução). Essa condição afeta desproporcionalmente as mulheres, e por vezes o diagnóstico etiológico não é definido.

Diversas causas podem gerar quadros de MINOCA, a própria doença arterial coronariana, miocardite, miocardiopatia adrenérgica, infartos por consumo ou mesmo doença microvascular. O estudo HARP-MINOCA, apresentado no congresso da American Heart Association (AHA 2020), propôs a realização de exames de imagem (tomografia de coerência ótica [OCT] ou ressonância do coração [RMC]) em mulheres com MINOCA.

paciente realizando exame de imagem para MINOCA

MINOCA

Tratou-se de um estudo prospectivo, observacional, multicêntrico e internacional que envolveu mais de 300 mulheres com diagnóstico de infarto. Destas 170 tinham critérios para MINOCA, após angiografia realizada mostrar lesões <50%, 145 eram elegíveis para OCT e 116 para RMC. Os exames de imagem foram interpretados de maneira cega por laboratórios independentes.

A OCT definia a lesão vascular como definitivamente ou possivelmente culpada e a RMC definia se a lesão miocárdica era isquêmica ou não. Quando possível os resultado eram combinados.

Quando os dois exames foram combinados a etiologia do MINOCA foi elucidada em 84,5% dos casos (98/116) em comparação com os exames analisados separadamente. A lesão culpada foi encontrada em 46,2% das pacientes que se submeteram a OCT, e 74,1% das RMC encontraram lesão, 53,4% das pacientes submetidas a RMC tinham um padrão isquêmico no exame enquanto 20,7% tinham padrão não isquêmico.

Conclusão

O estudo mostrou que buscar o mecanismo fisiopatológico por trás do MINOCA é importante para guiar a terapêutica correta. Com a multimodalidade de estudos por imagem, 84,5% dos casos foram elucidados, desses a maioria era isquêmica, mas uma porcentagem significativa tinha outros mecanismos fisiopatológicos envolvidos, que se não elucidados levariam a uma terapia inadequada.

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Referências bibliográfica:

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