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AHA 2020: Efeitos adversos das estatinas são mais ligados a efeito nocebo que a fatores bioquímicos

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Foram apresentados no Congresso da American Heart Association (AHA 2020) dados do estudo clínico SAMSON, avaliando o uso de estatinas.

Estatinas

Foram selecionados para esse estudo clínico pacientes com histórico de suspensão do uso de uma estatina devido a sintomas intoleráveis atribuídos ao uso desse fármaco.

Todos os pacientes no estudo tinham histórico de abandono do tratamento com estatinas em razão de efeitos colaterais dessas drogas. Esses pacientes foram divididos em 3 grupos. Um dos grupos recebeu um comprimido diário de atorvastatina 20 mg, outro grupo recebeu um comprimido de placebo e um terceiro grupo não recebeu nenhuma pílula, durante um mês inteiro.

Os grupos foram alternando as três intervenções por períodos de um mês, recebendo cada uma das três intervenções por um total de quatro meses ao longo de 12 meses, alternando os regimes em ordem aleatória, de modo que cada paciente permanecesse um total de quatro meses recebendo cada uma das três intervenções ao longo do ano.

Ao fim do estudo, os escores de intensidade dos sintomas aplicados não identificaram diferença estatisticamente significativa entre os grupos que receberam estatina e os grupos que receberam placebo.

Conclusões

Esse estudo traz à superfície o conceito de que, pelo menos nas duas primeiras semanas de uso de uma estatina, eventuais sintomas incômodos surgidos, principalmente mialgias e atralgias, são atribuíveis em sua quase totalidade ao efeito nocebo, o qual é a percepção de efeitos indesejados que são atribuídos ao uso de determinado medicamento.

Em outras palavras, os efeitos adversos das estatinas não parecem ter fundo nem bioquímico nem fisiopatológico orgânico, mas são mais provavelmente causados pelo efeito nocebo e influenciados pelos fatores que podem interferir nesse efeito.

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