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Novas indicações para NOACs conhecidos [ACC 2020]

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O uso dos novos anticoagulantes orais (NOACs ou DOACs) vem se expandindo na medicina, pela eficácia comprovada, simplicidade posológica e segurança quando comparados com a tradicional varfarina. Na maior parte dos casos de tromboembolismo venoso (TEV) e profilaxia de AVC já são a primeira escolha há mais de cinco anos.

As poucas exceções são a síndrome do anticorpo antifosfolipídeo (SAAF) e as próteses mitrais mecânicas, nos quais heparina e varfarina ainda não imbatíveis. No congresso virtual do American College of Cardiology (ACC 2020), as indicações dos NOAC foram expandidas.

Novas indicações para NOACs

No Caravaggio Trial, a apixabana foi comparada com dalteparina, uma das heparinas de baixo peso molecular, em um estudo de não inferioridade. Foram incluídos 576 pacientes com TVP ou TEP associados a um câncer. A população tinha idade média de 57 anos, metade homens e só 10% com filtração glomerular < 50 mL/min; 97% ainda estavam em tratamento do câncer de base. Os resultados mostraram que o risco de recorrência da TEV e o sangramento foram semelhantes entre os grupos.

Já o PRONOMOS foi um ensaio clínico de não inferioridade da rivaroxabana versus enoxaparina em cirurgias ortopédicas de membros inferiores, excluindo artroplastia de quadril e joelho. Ou seja, em cirurgias de baixo a médio risco de TEV. A população, de 3.604 pacientes, tinha idade média de 41 anos, 66% de homens, e maioria das cirurgias ocorreu por lesões ligamentares de joelho (37%), fratura do tornozelo (15%) e artroscopia “complicada” de joelho (9%). A anestesia foi axial em 47% e geral em 37%.

Os resultados mostraram que o desfecho composto avaliando recorrência e/ou morte por TEV ocorreu em 0,2% dos pacientes com rivaroxaban versus 1,1% do grupo enoxaparina, um resultado com diferença estatística a favor da rivaroxabana. O risco de sangramento foi igual entre os grupos (1,1 e 1,0%, respectivamente). O grande “senão” do estudo foi o recrutamento de uma amostra inferior ao planejado (4400), mas de qualquer forma o resultado, pelo menos de “não inferioridade”, pôde ser evidenciado.

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