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ESC 2021: confira as novas diretrizes e principais estudos apresentados no congresso

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O congresso da European Society of Cardiology (ESC 2021) aconteceu no último fim de semana, de 27 a 30 de agosto, e trouxe muitas novidades para a cardiologia. Entre as principais, estiveram as quatro novas diretrizes apresentadas: insuficiência cardíaca, valvopatias, uso de marca-passo e ressincronizador e prevenção cardiovascular.

Além delas, alguns estudos importantes foram divulgados, como o EMPEROR-Preserved, GUIDE-AF, STEP e até o SSaSS, apresentando um possível substituto para o sal de cozinha. Confira estes e outros destaques abaixo!

destaques do congresso esc 2021

Diretrizes ESC 2021

A primeira diretriz apresentada no evento foi a de insuficiência cardíaca, que traz foco em diagnóstico e tratamento com base no fenótipo da doença. O diagnóstico é baseado na presença de sintomas e/ou sinais e evidência de disfunção cardíaca e os exames com classe I de recomendação são: eletrocardiograma, dosagem dos peptídeos natriuréticos, ecocardiograma, radiografia de tórax e exames de sangue.

Os tratamentos para ICFER, com recomendação classe I e nível de evidência A são: IECA, betabloqueadores, antagonistas do receptor mineralocorticoide (ARM) e dapagliflozina/empagliflozina. Já para IC com FE preservada (ICFEP): diuréticos para alívio dos sintomas (recomendação I C); estatina para pacientes com alto risco cardiovascular (I A), iSGLT2 para os diabéticos com alto risco cardiovascular (I A) e medidas comportamentais para evitar sedentarismo, obesidade, tabagismo e consumo de álcool (recomendação I C). Acesse o texto completo!

O novo guideline de valvopatias trouxe diversas novidades. Entre elas, com relação a pacientes com FA, a oclusão do apêndice atrial de forma cirúrgica passa a ser indicação IIa em pacientes com o escore CHA2DS2VASc ≥ 2. Os anticoagulantes orais diretos passam a ser primeira opção de anticoagulação em pacientes com FA e estenose aórtica, insuficiência mitral ou insuficiência aórtica.

Além das recomendações habituais, passa ser indicação classe I de troca valvar na insuficiência aórtica em pacientes assintomáticos com diâmetro sistólico final do VE > 50 mm ou > 25 mm/m² indexado pela área de superfície corporal ou fração de ejeção em repouso ≤ 50%. Já para a troca valvar aórtica na estenose grave, ganhou como indicação, além do gradiente médio e a velocidade de pico, a área valvar. Confira todas as atualizações no texto!

As diretrizes para uso de marca-passo e terapia com ressincronizador também trouxeram várias atualizações. Para pacientes com síncope mais de 1 vez por mês ou sintomas que possam ser atribuídos à bradicardia, a monitorização prolongada do ritmo com dispositivo implantável ganha indicação classe I com nível de evidência A.

O TILT teste é recomendando para avaliação de pacientes com síncope reflexa recorrente (classe IIa). Em pacientes com síncope e bloqueio bifascicular, o estudo eletrofisiológico é indicado nos casos em que a investigação não invasiva não é capaz de gerar diagnóstico e o implante de marca-passo é necessário.

Em pacientes com ICFER e indicação de ablação do nó AV, independente do tamanho do QRS, a terapia de ressincronização é preferível ao marca-passo. Não deixe de ver todas as alterações no texto completo!

Por fim, a última diretriz apresentada no congresso foi a de prevenção cardiovascular. A recomendação de avaliação cardiovascular para a população adulta é que seja feita regulamente, a cada cinco anos, para homens com mais de 40 anos e mulheres com mais de 50 anos sem fatores de risco. Os principais fatores de risco modificáveis são as alterações do colesterol, hipertensão arterial, tabagismo e diabetes.

A diretriz recomenda que os escores de risco sejam calculados por categorias de idade: < 50 anos, 50-69 anos, ≥ 70 anos; sendo o SCORE2 o sugerido. Para cada faixa etária foi estipulado um valor de corte: < 50 anos, o risco é baixo quando <2,5%, intermediário entre 2,5 e 7,5% e alto quando ≥7,5%; entre 50 e 69 anos, esses valores são <5%, entre 5 e 10% e ≥10%; ≥70 anos correspondem a <7,5%, entre 7,5 e 15% e ≥15%.

Todos os adultos devem ser recomendados a realizar atividade física, ter uma dieta saudável e não fumar. Veja todas as principais mudanças no texto!

Estudos

O ensaio clínico MASTER-DAPT testou a possibilidade de se encurtar ainda mais o tempo de uso de dupla antiagregação plaquetária (DAPT) após implante de stent farmacológico. Os resultados mostraram que a terapia abreviada (um mês de DAPT) não foi inferior ao tratamento padrão em pacientes com alto risco de sangramento (três meses). Além disso, o tratamento por um mês resultou em menor incidência de sangramento. Veja os detalhes no texto!

O estudo GUIDE-HF se propôs testar a eficácia e segurança de um dispositivo de monitorização da pressão da artéria pulmonar em tempo real no manejo de pacientes com insuficiência cardíaca. Os dados não foram significativos, não demonstrando redução dos desfechos cardiovasculares com o uso do device em comparação ao tratamento usual. Por outro lado, é possível que a pandemia tenha interferido nos resultados. Saiba mais aqui!

O EMPEROR-Preserved foi um ensaio clínico que avaliou o uso da empaglifozina versus placebo na ICFEP. Os resultados sugeriram que a empaglifozina em pacientes com ICFEP que apresentem fração de ejeção < 60% pode ser uma terapia segura e eficaz na redução de hospitalização por IC ou talvez no desfecho combinado que se agrega mortalidade cardiovascular. Veja mais sobre o estudo aqui!

Para responder essa questão, o estudo TOMAHAWK recrutou pacientes que tiveram PCR extra-hospitalar em qualquer ritmo eletrocardiográfico de parada cardíaca e os randomizou para coronariografia imediata versus abordagem inicial em UTI, com eventual coronariografia, caso o médico intensivista ou o assistente julgassem apropriado. Os resultados mostraram que essa estratégia, porém, não traz benefícios quando comparada à abordagem usual. Confira mais detalhes aqui!

O ensaio clínico STEP teve a participação de 8 mil pacientes e avaliou a meta ideal de pressão arterial para idosos hipertensos. Nos resultados, o grupo tratamento intensivo (meta de manutenção da PAS entre 110 e 130 mmHg) apresentou redução no risco de AVC, IAM, angina instável com hospitalização, revascularização coronariana, fibrilação atrial e morte por causa cardiovascular em comparação ao tratamento usual (meta de manutenção da PAS entre 130 e 150 mmHg). Saiba mais aqui!

Como há uma relação direta entre o consumo de sódio e a pressão arterial, o estudo SSaSS teve como objetivo comparar o uso do sal de cozinha tradicional versus um substituto industrializado, que poderia conferir sabor mas com menor quantidade de sódio e maior de potássio. Os resultados do trial, que teve mais de 20 mil participantes, demonstraram que o grupo de intervenção teve um risco 14% menor de MACE e 12% menos na mortalidade, sem aumento significativo na hipercalemia. Confira o texto completo!

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Outros estudos foram apresentados no evento, como o Ripcord 2, que comparou a FFR em todas as artérias de todos os pacientes submetidos à coronariografia versus o uso tradicional e o ACST-2 trialque avaliou o melhor tratamento (angioplastia ou endarterectomia) em pacientes com estenose carotídea assintomática.

O evento também trouxe novidades, como um estudo com mais de 460 mil pacientes sugerindo benefício cardiovascular ao consumir moderadamente café, e o APAF-CRTum trial que demonstrou que, mesmo em FA, a ressincronização pode ser uma alternativa para controle de sintomas.

Também foi apresentada uma nova análise do EAST-AFNET 4, tentando responder se os sintomas importam na decisão de controle de ritmo precoce. Já o FIGARO-DKD avaliou se o tratamento com finerenona seria eficaz em reduzir eventos cardiovasculares e morte por causas cardiovasculares em pacientes que não foram incluídos no FIDELIO-DKD (DRC estágios 2 a 4 e moderada a grave albuminúria ou estágios 1 ou 2 com albuminúria muito grave).

Por fim, o ENVISAGE-TAVI comparou, em um ensaio clínico randomizado aberto, edoxabana contra varfarina em pacientes com FA que realizaram implante de TAVI. No momento, nesses pacientes com indicação para anticoagulação plena, a varfarina, com alvo de INR entre 2,0-3,0, ainda é a opção com melhor relação segurança/eficácia.

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